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A integridade da ponte sobre o Rio Paraguai, localizada na região de Porto Morrinho, em Corumbá, voltou a ser alvo de debates urgentes após acidente envolvendo comboios de empurradores e barcaças na tarde de segunda-feira, 31 de agosto. A ocorrência motivou uma ação imediata do vereador Samyr Sadeq Ramunieh, que apresentou um requerimento em regime de urgência direcionado às autoridades marítimas para exigir intervenções preventivas drásticas que evitem novos choques contra as defesas físicas da estrutura.
Apesar do forte impacto do acidente, uma vistoria técnica minuciosa realizada nesta terça-feira, dia 1º, trouxe alívio para a logística da região. Equipes de engenharia da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) efetuaram uma varredura analítica nos pilares e constataram que a colisão das barcaças não causou novos danos estruturais à ponte. A avaliação inicial já havia descartado riscos imediatos, o que foi confirmado após o laudo conjunto das agências estadual e federal.
Mesmo com a estrutura preservada, a reincidência de colisões acendeu o sinal de alerta para a segurança hidroviária. O documento aprovado no legislativo corumbaense foi encaminhado ao Comando do 6° Distrito Naval e à Capitania Fluvial do Pantanal (CFPN), cobrando a execução imediata de um estudo técnico de segurança de navegação. A proposta visa mapear o comportamento dos comboios que transportam minério de ferro, levando em conta variáveis críticas do Pantanal como o calado das embarcações, velocidade de aproximação, força da correnteza e a oscilação extrema entre os períodos de cheia e estiagem.
Entre as medidas solicitadas estão o mapeamento atualizado do canal de navegação, a definição exata do melhor ponto de passagem sob os vãos e o reforço severo na sinalização náutica diurna e noturna da ponte. O parlamentar também sugeriu a adoção de procedimentos operacionais especiais, o que inclui a fixação de uma distância mínima de segurança dos pilares, comunicação obrigatória via rádio e, caso os relatórios apontem necessidade técnica, a instituição de passagem em mão única para os grandes comboios, atrelada a uma fiscalização rigorosa na hidrovia.
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