Queda de ponte em Coxim.
(Foto: Reprodução)
O governo de Mato Grosso do Sul oficializou, na edição do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, 2 de setembro, o decreto de situação de emergência por 180 dias para os municípios de Corumbá, Ladário e Coxim. A decisão foi tomada em caráter de urgência após o colapso estrutural da Ponte João Wenceslau Leite de Barros, localizada na rodovia MS-168 O desabamento ocorreu no dia 13 de agosto, quando a estrutura de concreto cedeu durante a passagem de uma carreta, resultando na morte do motorista Alexandre de Freitas, de 49 anos.
Embora a ponte esteja geograficamente situada na divisa do município de Coxim, o impacto do desastre afetou diretamente Corumbá e Ladário. A estrutura representava a principal ligação viária e rota de escoamento e abastecimento entre as regiões isoladas do Pantanal do Paiaguás e do Pantanal da Nhecolândia. Com a queda da ponte, moradores, fazendeiros e transportadores perderam o acesso terrestre direto, gerando o isolamento logístico da região e motivando o parecer favorável da Defesa Civil Estadual para a assinatura do decreto de nível II.
Com o reconhecimento legal da emergência, o Poder Executivo estadual ganha ferramentas jurídicas para acelerar a resposta ao desastre. O principal reflexo prático é a autorização para dispensa de licitação em obras, contratação de serviços e aquisição de bens necessários para restabelecer o tráfego local. Pela legislação, esses contratos emergenciais ficam limitados ao teto máximo de um ano de execução, sendo proibida qualquer prorrogação de prazo ou a recontratação da mesma empresa para o mesmo objeto.
Paralelamente às ações de assistência sob a coordenação da Defesa Civil, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) deu início a uma investigação pericial aprofundada. Engenheiros e técnicos realizarão vistorias detalhadas e inspeções subaquáticas nos escombros para identificar o que causou o colapso da ponte, que havia sido concluída em setembro de 2009. Enquanto a reconstrução não começa, o tráfego permanece completamente interrompido, e o governo recomenda que os motoristas utilizem caminhos alternativos pelas rodovias MS-423 ou MS-214.
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