Ponte sobre o rio Paraguai, na BR 262.
(Foto: Arquivo/Governo do MS)
A análise técnica inicial realizada na ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, trouxe alívio ao descartar danos estruturais ou riscos iminentes à segurança da travessia. A avaliação prévia foi divulgada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) nesta terça-feira (1º), um dia após um comboio de barcaças colidir contra a estrutura de proteção da ponte. O acidente aconteceu por volta das 13h30 de ontem (31) e envolveu flutuantes de responsabilidade da empresa LHG Mining, mineradora local que integra o grupo J&F.
De acordo com a Agesul, o impacto não causou estragos maiores à área de rolamento porque os dolfins — que são as defesas de concreto instaladas no rio — cumpriram seu papel e amorteceram a força da batida. Apesar do cenário inicial favorável, engenheiros da empresa contratada para as obras na ponte e peritos da Marinha do Brasil foram mobilizados para realizar uma inspeção detalhada e aprofundada no local, garantindo que nenhuma avaria oculta passe despercebida. Vale destacar que o complexo viário já estava recebendo intervenções de reforma e recuperação, iniciadas em abril deste ano, com invetsimentos estimados em R$ 11,5 milhões.
Em paralelo às vistorias físicas, a Capitania Fluvial do Pantanal (CFPN), órgão vinculado à Marinha, instaurou um inquérito administrativo sobre acidentes e fatos da navegação. O procedimento vai coletar depoimentos, analisar documentos e reunir as provas necessárias para esclarecer a dinâmica do ocorrido e apontar eventuais responsabilidades. A Marinha informou que segue monitorando o tráfego hidroviário na região e adotará todas as ações cabíveis para salvaguardar a vida humana e garantir a segurança da navegação no Rio Paraguai.
A Polícia Civil também investiga se houve falha consciente na conduta do transporte, que inicialmente aponta para um possível descumprimento dos limites de carga no trecho. Além disso, a polícia também busca entender se o condutor do comboio tinha conhecimento dos riscos da condução e mesmo assim decidu seguir.
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