Banco central
(Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)
O Brasil registrou a quinta maior alta do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2026 entre 50 países que já divulgaram os resultados do período. A economia brasileira cresceu 0,5% entre abril e junho, na comparação com os três primeiros meses do ano, e ficou à frente de economias como Estados Unidos e China.
O levantamento é da Austin Rating, com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). No topo da lista aparece a Irlanda, com crescimento de 1%, seguida por Indonésia (0,9%), Angola (0,7%) e Malásia (0,6%).
Com a alta de 0,5%, o Brasil também ficou acima da média dos países analisados, de 0,2%, além das médias da Zona do Euro e do G7, ambas de 0,1%.
Entre as maiores economias do mundo, os Estados Unidos tiveram crescimento de 0,4% no segundo trimestre, enquanto a China avançou 0,2%. Alemanha, Reino Unido e Japão registraram alta de 0,1%. A Itália ficou estável.
O resultado brasileiro veio acima da expectativa do mercado, que projetava crescimento de 0,4%, segundo boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Os dados oficiais foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º).
Apesar da expansão, o ritmo da economia desacelerou em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB havia crescido 1,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, porém, a economia brasileira avançou 2%, enquanto o acumulado de quatro trimestres aponta alta de 1,9%.
Brasil sobe no ranking das maiores economias
Além do crescimento trimestral, o levantamento da Austin Rating mostra uma melhora na posição brasileira entre as maiores economias do mundo. O país, que ocupava a 11ª colocação em 2025, passou para a 10ª em 2026, com um PIB estimado em US$ 2,64 trilhões.
A projeção é que o Brasil ultrapasse a Rússia e chegue à nona posição em 2027. Os Estados Unidos lideram o ranking, com PIB estimado em US$ 32,38 trilhões, seguidos pela China, com US$ 20,85 trilhões.
Mesmo com o avanço no tamanho da economia, o PIB não representa sozinho a qualidade de vida da população, já que o indicador não considera diretamente fatores como distribuição de renda e condições sociais.
A melhor posição já alcançada pelo Brasil no ranking das maiores economias foi a sétima colocação, mantida entre 2011 e 2014.
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