Secretário Municipal de Governo e Gestão Estratégica, Nilson dos Santos Pedroso, foi alvo de mandado de prisão preventiva nesta quinta-feira (23).
(Foto: Renê Marcio Carneiro/Arquivo PMC)
Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Corumbá informou que tomou conhecimento da prisão do Secretário Municipal de Governo e Gestão Estratégica Nilson dos Santos Pedroso, pelo GAECO/MP-MS (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul), referente a fatos supostamente ocorridos no município sul-mato-gorssense de Itaporã.
Ainda segundo documento, a administração municipal ressalta que embora os "eventuais fatos não tenham ocorrido no município de Corumbá, a administração acompanha o desenrolar dos acontecimentos, observando a lei e a presunção de inocência". A prefeitura afirma que está disponível para prestar outras informações caso haja necessidade, quando houver desdobramentos oficiais do processo.
Por fim, "a atual gestão reafirma seu compromisso com a legalidade, transparência e com a moralidade administrativa, não pactuando com qualquer desvio de conduta, abuso ou irregularidade no âmbito do serviço público municipal".
Entenda o caso
Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (23) investiga um esquema de corrupção e fraude em contratos públicos de tecnologia envolvendo a Prefeitura de Itaporã, em Mato Grosso do Sul. Batizada de “Fake Cloud”, a ação cumpriu três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Corumbá, Itaporã e Campo Grande.
A prefeitura de Corumbá confirmou a prisão preventiva de um servidor municipal, apontado como suspeito de envolvimentos no esquema fraudulento. Uma nota oficial deve ser divulgada a respeito do caso.
De acordo com a investigação conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio do Gaeco, aponta a atuação de uma organização criminosa que, desde 2022, teria manipulado processos de contratação para o fornecimento de licenças de sistemas de backup em nuvem.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), empresários e servidores públicos estariam envolvidos em um esquema que simulava concorrências, criando propostas falsas e exigências técnicas sob medida para favorecer uma empresa específica. Em troca, agentes públicos teriam recebido vantagens financeiras.
O nome da operação, “Fake Cloud”, que significa “nuvem falsa”, faz referência ao serviço contratado, que, de acordo com os investigadores, não era efetivamente fornecido ao município.
As apurações continuam e novas fases da operação não estão descartadas.*Com informações da assessoria de comunicação do MPMS
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