Alunos da rede estadual de MS bebendo água.
(Foto: Juliano Almeida)
As altas temperaturas que atingem Mato Grosso do Sul acenderam o sinal de alerta na rede pública de ensino. Em um comunicado enviado às escolas na manhã desta segunda-feira, 28 de setembtro, a Secretaria de Estado de Educação (SED) determinou o reforço imediato de cuidados com a saúde e a suspensão temporária das atividades físicas ao ar livre durante os períodos de calor mais intenso. A recomendação do Governo do Estado permanecerá válida por tempo indeterminado, enquanto os termômetros elevados representarem um risco direto ao bem-estar e à integridade de alunos, professores e funcionários do setor pedagógico.
Em paralelo, a capital Campo Grande estabeleceu um protocolo climático específico com duração de 180 dias para mitigar os efeitos do El Niño — fenômeno meteorológico responsável por superaquecer a região Centro-Oeste e provocar tempestades severas no Sul do país. De acordo com as diretrizes estaduais da SED, os gestores escolares devem evitar ao máximo dinâmicas que exponham a comunidade escolar ao sol por intervalos prolongados, priorizando o uso de salas climatizadas ou locais mais frescos e ventilados. O órgão orienta que espaços fechados, superlotados e sem circulação de ar sejam totalmente evitados, sugerindo que cortinas e persianas fiquem fechadas em salas atingidas diretamente pelos raios solares para barrar a radiação e diminuir o abafamento.
O plano de contingência foca significativamente na hidratação forçada dos estudantes. A meta é incentivar as crianças e adolescentes a beberem água várias vezes ao longo do dia letivo, sem esperar que a sensação de sede se manifeste. Embora esses procedimentos preventivos funcionem como um reforço de regras já adotadas em ondas de calor anteriores, a secretaria elevou o rigor quanto à vigilância de sintomas físicos causados pela desidratação e estresse térmico, como tonturas, fraqueza, náuseas, dores de cabeça, cãibras e desmaios.
O protocolo detalha que, caso algum aluno ou servidor apresente mal-estar, a primeira providência deve ser retirá-lo do ambiente abafado, encaminhando-o para uma área fresca enquanto se oferece água. Pais ou responsáveis legais devem ser notificados imediatamente quando a ocorrência envolver menores de idade. Para quadros clínicos mais graves, as escolas foram instruídas a buscar atendimento especializado de urgência de forma imediata, acionando o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193 ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo 192. Para além do ambiente escolar, o monitoramento mútuo e o uso diário de garrafas individuais de água e roupas leves são tidos como hábitos essenciais para superar a atual crise climática.
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