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Um bebê de apenas três meses, que havia sido dado como desaparecido no bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande, foi localizado em segurança na manhã deste domingo, 27 de setembro. O menino estava sob os cuidados de uma vizinha que, de forma resoluta, interveio para proteger a criança durante a madrugada. A Polícia Militar foi acionada no início do dia, encaminhando a testemunha e o recém-nascido para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol/Tiradentes, onde o caso começou a ser formalmente registrado pelas autoridades competentes.
De acordo com o depoimento prestado aos policiais, a mãe da criança foi a um bar na madrugada de domingo levando o filho nos braços. Sob o efeito de bebidas alcoólicas, ela começou a tentar entregar o bebê para frequentadores do estabelecimento e, em determinado momento de descontrole, teria cogitado colocá-lo dentro de uma lixeira. A vizinha, que estava em um evento de pagode próximo e saiu para fumar, percebeu a movimentação e interveio imediatamente. Ela relatou que uma mulher desconhecida já aguardava no local com roupas e fraldas preparadas para adotar a criança de forma ilegal, o que motivou sua ação de retirar o menino daquela situação e levá-lo para sua casa.
Antes de abrigar o bebê por toda a noite, a testemunha ainda tentou localizar a bisavó do menino para fazer a entrega, mas ninguém atendeu aos chamados no portão da residência. Horas antes de a criança ser encontrada, a Polícia Militar já havia detido e conduzido os pais biológicos do bebê à delegacia. Encontrados em visível estado de embriaguez, ambos demonstravam total desconhecimento sobre o paradeiro do próprio filho. Em versões desencontradas, a mãe alegou inicialmente que havia deixado o menino com o pai, enquanto este sustentou que não via o bebê desde a noite anterior e negou ter ficado responsável por ele.
O desfecho do desaparecimento mobilizou a rede de proteção à infância da capital. O Conselho Tutelar foi acionado de forma imediata e já acompanha de perto a situação do menor para determinar o abrigamento seguro ou a destinação familiar provisória. Os pais e a vizinha prestaram depoimentos extensos na delegacia de pronto atendimento. O caso agora segue sob a investigação da Polícia Civil, que apurará as responsabilidades criminais dos genitores por abandono de incapaz e possíveis crimes correlatos.
*Informações do Campo Grande News
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