Atropelamento de animal silvestre na rodovia BR 262.
(Foto: Divulgação/PMA)
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) terá um papel estratégico durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), que será sediada na Capital entre os dias 23 e 29 de março de 2026. O destaque da instituição será o lançamento oficial do Mapa de Colisões com a Fauna (Cofauna), ferramenta selecionada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) como vitrine de boas práticas ambientais.
Desenvolvido pelo Núcleo Ambiental do MPMS, o Cofauna é uma plataforma digital georreferenciada que monitora o atropelamento de animais silvestres em rodovias estaduais, federais e no perímetro urbano de Campo Grande. Segundo o Promotor de Justiça Luciano Furtado Loubet, coordenador do núcleo, o objetivo é transformar dados brutos em inteligência ambiental para salvar vidas — tanto de animais quanto de condutores.
Tecnologia a serviço da segurança viária
A plataforma identifica os pontos críticos de maior incidência de acidentes, tornando-se um instrumento indispensável para o planejamento de infraestrutura. Com esses dados em mãos, o poder público e as concessionárias podem:
- Orientar o licenciamento de novas vias e concessões rodoviárias;
- Subsidiar a instalação de passagens de fauna e cercamentos específicos;
- Mitigar impactos sobre espécies residentes e migratórias;
- Reduzir riscos de acidentes fatais para passageiros e motoristas.
União de esforços: O Fórum Rota Sustentável
O Cofauna é fruto do Fórum Rota Sustentável, criado em 2024 sob coordenação do MPMS. O grupo une órgãos públicos (TCE, Ibama, Imasul, PRF e PRE), universidades (UFMS e UEMS) e organizações da sociedade civil, como o SOS Pantanal e o Instituto Homem Pantaneiro (IHP).
A atuação técnica do Fórum já apresenta resultados práticos. Em 2025, vistorias em rodovias como a MS-345 identificaram a necessidade de cercamento integral em trechos críticos. Além disso, o grupo tem articulado junto ao DNIT a padronização e o aumento do rigor técnico das barreiras físicas que impedem a entrada de animais nas pistas.
Com a estreia na COP15, o Mato Grosso do Sul se posiciona na vanguarda da gestão de dados para conservação, servindo de modelo global para o equilíbrio entre desenvolvimento logístico e preservação do patrimônio natural.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Vereador cobra previsão para implantação do aterro sanitário de Corumbá
Justiça extingue ação contra uso de agrotóxico no Pantanal; MPF vai recorrer
Incêndio florestal na região da Curva do Leque mobiliza Bombeiros
Grupo técnico confirma decisão de captura onça-pintada em Corumbá
Cadela que já havia espantado felino no passado morre em novo ataque
Mineradora é condenada a pagar R$ 1,8 mi por exploração ilegal no Pantanal
Prazo estendido: produtores têm até 30/4 para aderir ao PSA
Pressão do TCU aumenta fiscalização no Pantanal e gera multas de R$ 4,7 milhões
Pesquisadores preservam genética de onça atropelada para futura clonagem