Produção de mudas nativas em viveiro para recuperação de áreas degradadas.
(Foto: Instituto Homem Pantaneiro)
Uma nova fase de ações ambientais começa a ganhar força no Pantanal e na Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. O Instituto Homem Pantaneiro (IHP), com apoio do programa de investimento social da ADM, o ADM Cares, passa a executar sete frentes integradas voltadas à conservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento de comunidades locais.
As iniciativas fazem parte do projeto “Do Solo ao Futuro: Segurança Alimentar e Restauração Ambiental Integrada”, que reúne ações de restauração ambiental, implantação de sistemas agroflorestais em escolas rurais, ampliação da produção de mudas nativas, educação ambiental e apoio à Brigada Alto Pantanal.
A ADM, líder global em comercialização de grãos, insumos e nutrição humana e animal, já mantém outras iniciativas de proteção do Pantanal, incluindo programas voltados à conservação de florestas, recursos hídricos e recuperação de áreas degradadas. Com o ADM Cares, a empresa reforça sua atuação social e ambiental na região, integrando projetos que unem conservação, segurança alimentar e bem-estar das comunidades locais. A parceria com o IHP começou em agosto de 2024 e agora entra em uma nova fase de expansão das atividades.
Nesta etapa, produtores rurais, comunidades escolares, lideranças locais e órgãos públicos também participam da execução das ações, ampliando o alcance das iniciativas nas áreas prioritárias para a conservação do bioma.
Para Caroline Hoth, especialista em sustentabilidade da ADM e líder regional do programa ADM Cares, o projeto busca gerar impactos concretos tanto na preservação do Pantanal quanto na proteção de nascentes ligadas à Serra da Bodoquena.
“Por meio do programa ADM Cares, apoiamos iniciativas que integram restauração ambiental, segurança alimentar e saúde e bem-estar, fortalecendo a resiliência do Pantanal e das comunidades que dependem desse ecossistema. Acreditamos que a conservação exige compromisso contínuo, colaboração e uma atuação territorial consistente, especialmente diante dos desafios climáticos que impactam o bioma”, afirma Caroline.
O presidente do Instituto Homem Pantaneiro, Angelo Rabelo, destaca que a continuidade de parcerias é essencial para consolidar resultados no território.
“O IHP tem quase 25 anos de atuação dentro do território pantaneiro e vem construindo resultados por meio de parcerias fundamentais, como a que temos com a ADM. Esse trabalho conjunto permite que possamos avançar simultaneamente na recuperação de áreas degradadas, na prevenção de incêndios, na educação ambiental e no fortalecimento da cadeia de restauração”, explica.
Sete frentes de atuação
O projeto “Do Solo ao Futuro: Segurança Alimentar e Restauração Ambiental Integrada” foi estruturado em sete eixos que combinam conservação ambiental e desenvolvimento local.
Entre as ações previstas estão iniciativas de educação ambiental com estudantes de escolas rurais do Pantanal, realizadas em área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Também serão implantadas duas hortas agroecológicas em comunidades ribeirinhas, que devem complementar a alimentação de cerca de 70 estudantes de três escolas, somando aproximadamente 14 mil refeições ao longo do projeto.
Outra frente importante é a ampliação do viveiro de mudas mantido pelo IHP na região da Serra do Amolar, na RPPN Acurizal. A expansão da estrutura permitirá aumentar a capacidade de produção e a diversidade de espécies nativas utilizadas em projetos de restauração no bioma.
A Brigada Alto Pantanal também será fortalecida. Além das ações de combate ao fogo, os brigadistas vão participar do plantio de mudas nativas e da manutenção de aceiros em áreas estratégicas para prevenção de incêndios florestais.
Já no Rio Betione, áreas prioritárias para recuperação foram identificadas pela equipe técnica do IHP. O trabalho inclui plantio de mudas, monitoramento mensal das áreas restauradas e estudos para aumentar a taxa de sobrevivência das espécies plantadas.
Pantanal enfrenta cenário de seca
Os esforços de conservação ocorrem em um momento delicado para o Pantanal. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), em análise sobre a Bacia do Alto Pantanal (BAP), mostram que o rio Paraguai ainda apresenta níveis fora da normalidade em vários trechos.
Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o volume de chuva acumulado na bacia foi 16% menor que a média histórica registrada entre 1998 e 2025. O cenário indica recuperação lenta dos níveis de água e manutenção de áreas abaixo do normal no curto prazo.
Desde 2019, o bioma enfrenta períodos consecutivos de estiagem. A situação aumenta o risco de incêndios florestais e reforça a necessidade de iniciativas voltadas à prevenção, recuperação de áreas degradadas e educação ambiental.*Com informações da assessoria de comunicação do IHP.
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