Neno Razuk na chegada ao Centro Penal Jardim Noroeste, em Campo Grande.
(Foto: Reprodução)
Preso há quase uma semana, o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), entrou com pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A defesa protocolou o pedido na noite de sexta-feira (7), mas ainda não houve decisão.
Foragido, Neno foi preso no último domingo, na Bolívia, quando retornava a Mato Grosso do Sul para se entregar. Três dias antes, ele havia comunicado à Justiça a intenção de se apresentar às autoridades.
O pedido de prisão havia sido feito pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, José Henrique Kaster Franco, no âmbito da Operação Successione. O magistrado também determinou que o nome do ex-deputado fosse incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
O procedimento, porém, ainda não havia sido concluído quando Neno foi preso na Bolívia. Por isso, ele não tinha mandado internacional de captura naquele momento.
Desde segunda-feira (3), o ex-deputado está preso no Centro de Triagem Anísio Lima, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.
Neno é alvo de fases da Operação Successione, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) desde dezembro de 2023. Ele foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria em liberdade.
Em maio, após a recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu o mandato na Assembleia Legislativa. Com a saída do cargo, deixou de ter direito ao foro por prerrogativa de função, que permite que determinadas autoridades sejam julgadas diretamente por tribunais em processos relacionados ao exercício da função.
A Operação Successione investiga crimes como organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.
Em nota divulgada neste sábado, a defesa afirmou que pretende questionar os fundamentos da prisão preventiva e buscar a liberdade do ex-deputado. Os advogados também reiteraram que a intenção de Neno de se apresentar voluntariamente havia sido comunicada previamente à Justiça e registrada no processo.
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