Viaturas da Polícia Civil durante o cumprimento de mandados.
(Foto: Divulgação/PCMS)
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira, 2 de junho, a Operação Éris, uma megaofensiva interestadual para desmantelar uma estrutura altamente coordenada de uma facção criminosa baseada em São Paulo. O município de Corumbá é um dos alvos estratégicos da ação na faixa de fronteira, onde equipes policiais cumprem ordens judiciais de forma simultânea a outras 13 cidades do estado e pontos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. No total, a operação mobiliza as forças de segurança para o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão.
Conduzida formalmente pela Seção de Investigações Gerais (SIG) e pelo Núcleo Regional de Inteligência (NRI) de Nova Andradina, a operação conta com o apoio crucial de delegacias locais e unidades operacionais das diferentes regiões de Mato Grosso do Sul para cercar os alvos em território corumbaense.
O foco na estrutura das mulheres do crime
O monitoramento na região de Corumbá e nos demais municípios teve início em 2024, após o cruzamento de dados e materiais apreendidos na Operação Artus, realizada em dezembro de 2023 — que, na ocasião, resultou na prisão de 34 integrantes do mesmo grupo. Ao analisar os novos indícios, os investigadores descobriram um núcleo específico e de forte liderança: uma rede composta por mulheres que atuavam com divisão de tarefas, funções bem definidas e rígida hierarquia dentro da dinâmica da facção.
A forte presença da operação em Corumbá reforça a vigilância sobre a rota fronteiriça, área considerada estratégica pelas organizações criminosas para a redistribuição de ordens e logística ilícita. A escolha do nome "Éris" — a deusa da discórdia na mitologia grega — simboliza o objetivo das forças policiais de romper a harmonia interna e desestabilizar por completo a engrenagem financeira e de comando do grupo.
Atuação integrada e força judicial
As buscas e prisões desta terça-feira foram autorizadas pelo Poder Judiciário após parecer favorável do Ministério Público Estadual. Além de Corumbá e do estado de São Paulo, a operação ataca os ramais da organização em cidades como Campo Grande, Aquidauana, Três Lagoas, Maracaju, Amambai e Nova Andradina.
O cerco policial nas ruas de Corumbá segue ativo e o balanço final com o número de prisões efetuadas, armas, documentos ou drogas apreendidas na região pantaneira será divulgado pela assessoria da Polícia Civil assim que os trabalhos de campo forem totalmente concluídos.
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