Engenheiro Marcelo Miranda faleceu aos 87 anos.
(Foto: Arquivo)
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Campo Grande, Marcelo Miranda, faleceu no final da manhã desta terça-feira, 23 de junho, aos 87 anos. O político estava internado há cerca de 20 dias em um hospital da Unimed na capital sul-mato-grossense. Segundo seu filho, Paulo Cançado, Miranda enfrentava complicações de pneumonia, além de problemas cardíacos e renais crônicos, que evoluíram para a falência múltipla dos órgãos. Até o momento, a família não divulgou detalhes sobre os locais e horários do velório e do sepultamento.
Nascido e graduado em Engenharia Civil na cidade de Uberaba (MG), Marcelo Miranda mudou-se para a região Centro-Oeste com o objetivo de atuar em grandes obras de infraestrutura estadual. Ele trabalhou ativamente na construção da histórica barragem de Jupiá, situada entre Três Lagoas e Castilho (SP). Posteriormente, ao assumir funções técnicas no antigo Departamento de Estradas de Rodagem, o engenheiro coordenou e participou diretamente da implantação de mais de 4.500 quilômetros de estradas vicinais, pavimentando caminhos essenciais para o escoamento produtivo local.
Ascensão política e legado administrativo
A migração definitiva para a esfera pública ocorreu na década de 1970, após convites das lideranças Pedro Pedrossian e Levy Dias para disputar o comando da capital. Eleito prefeito de Campo Grande em 1976, Miranda administrou o município até 1979, ano em que renunciou ao cargo executivo municipal. O afastamento deu-se para que ele assumisse o posto de governador do recém-criado Estado de Mato Grosso do Sul, sucedendo Harry Amorim Costa. Em sua primeira gestão frente ao Palácio do Parque dos Poderes, o governante impulsionou o municipalismo ao elevar nove distritos rurais à categoria oficial de município: Bodoquena, Costa Rica, Douradina, Itaquiraí, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.
Após o término do mandato, manteve forte representatividade ao ser eleito para o Senado Federal em 1982. Quatro anos mais tarde, em 1987, Marcelo Miranda retornou ao Executivo estadual por meio do voto direto. Esse segundo mandato governamental foi marcado por intensas turbulências de ordem financeira e movimentos de forte oposição política, enfrentando paralisações prolongadas na rede de ensino público estadual e atrasos recorrentes na folha de pagamento dos servidores civis. Afastado das urnas anos depois, sua última contribuição na máquina administrativa federal ocorreu entre os anos de 2003 e 2012, período no qual atuou como superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Mato Grosso do Sul.
*Com informações do CG News
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