Iniciativa inovadora envolve ações digitais, educativas e culturais para aproximar ciência da população sul-mato-grossense.
(Foto: Comunicação UEMS)
O projeto “MS+Ciência” conquistou o 1º lugar no Prêmio Nacional de Boas Práticas em Ciência, Tecnologia e Inovação, concedido pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A premiação foi entregue nessa quinta-feira (3), em evento realizado na sede da Fapesp, em São Paulo, com a presença de dirigentes das principais instituições de ciência do Brasil como Ministério da Ciência e Tecnologia, Capes, CNPq, Finep e Inpi.
Para o diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Márcio de Araújo Pereira, a conquista reforça o protagonismo que Mato Grosso do Sul vem tendo no cenário nacional de ciência e inovação. “Este Prêmio é uma conquista da comunicação de Mato Grosso do Sul, especificamente por se tratar de um projeto de popularização da ciência e tecnologia, com foco nos jovens e nas comunidades. Ficamos imensamente felizes em fomentar este grande projeto em parceria com a UEMS, e agora premiado como o melhor do Brasil. Nosso estado segue inovando em boas práticas para os cidadãos”, afirma.
Concorrendo na categoria “Desenvolvimento de Ecossistemas de CT&I”, o projeto realizado em parceria entre Fundect e UEMS, superou iniciativas de peso como o “Apoio a Indicações Geográficas: unindo Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Regional”, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que ficou em segundo lugar, e o “Ciência na Mesa: um olhar sobre o papel da CT&I no combate à fome”, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), que conquistou a terceira colocação.
Coordenado pelo jornalista e pesquisador André Mazini, que atua há mais de 15 anos com popularização da ciência, o MS+Ciência foi criado principalmente a partir dos dados da Pesquisa de Percepção Pública sobre Ciência e Tecnologia no Brasil (MCTI, 2019). O estudo revelou que apesar do grande interesse manifestado pelos brasileiros sobre temas relacionados à ciência, a população do país apresenta índices muito baixos de conhecimento na área. Mais de 90%, por exemplo, não consegue mencionar o nome de nenhum cientista, e 88% não é capaz de mencionar o nome de nenhuma instituição produtora de ciência nacional, incluindo universidades. A partir desse cenário, o projeto estruturou suas ações de comunicação e engajamento social.
Com forte presença digital, os conteúdos dos canais @midiaciencia somaram em 2024 mais de 695 mil visualizações no Instagram, 297 mil no YouTube, 49 mil no Facebook e 470 mil no TikTok. O projeto também inovou na televisão aberta com o programa “Papo de Ciência”, exibido em todas as regiões do estado pela TV Educativa, no formato descontraído de “mesacast”, aproximando cientistas do público geral.
Além das ações audiovisuais, o projeto promoveu intervenções teatrais e jogos em escolas públicas, com o objetivo de provocar a curiosidade científica por meio de experiências lúdicas e disruptivas na rotina escolar.
“Esse prêmio mostra que a qualidade da produção científica de Mato Grosso do Sul é reconhecida nacionalmente. É um símbolo da aposta que o Estado tem feito em fazer com que o conhecimento científico chegue de fato até a população”, destaca André Mazini.
Ele ainda comemora a repercussão nacional e internacional do projeto, que em 2024 participou de uma ação conjunta com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) no Rio de Janeiro e será uma das atrações da Reunião Anual da SBPC em Recife-PE deste ano, o maior evento de ciência da América Latina, com a exibição do documentário Mulheres na Ciência. Internacionalmente, o projeto já desenvolveu ações na Argentina, Colômbia e Paraguai, consolidando as conexões do estado com a América do Sul na área de popularização da ciência.
“O sucesso desse projeto só é possível graças à sensibilidade que diferentes instituições sul-mato-grossenses têm tido ao trabalhar articuladamente para valorizar o conhecimento científico e em fazer com que ele seja acessível à população”, conclui.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Deixe seu Comentário
Leia Também
JGP promove ações de inclusão para alunos com Síndrome Down
Justiça de Corumbá define metas para expandir práticas de paz nas escolas em 2026
Corumbá encerra Semana da Água com teatro educativo para alunos da rede municipal
Corumbá convoca Agentes de Apoio aprovados em processo seletivo da Educação
Escolas rurais e das águas de Corumbá recebem internet de alta velocidade via satélite
Corumbá convoca professores aprovados para atuação imediata
Famílias relatam dificuldade de reembolso após fechamento de colégio em Corumbá
Parceria garante óculos gratuitos para 250 alunos da Rede Municipal de Corumbá
Curso gratuito abre vagas para edição e criação de vídeos em Corumbá