Secretário da Semadesc, Artur Falcette, durante apresentação no FIAP.
(Foto: Ana Christina/Semadesc)
O fortalecimento do Corredor Bioceânico como pilar de integração comercial na América do Sul centralizou os debates do Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), nesta quinta-feira, 18 de junho. Durante o painel dedicado ao tema, o secretário da Semadesc, Artur Falcette, detalhou o andamento do projeto. Ele apresentou as novas oportunidades de mercado e mapeou os gargalos para a execução completa da rota. O projeto promete conectar de forma direta o Estado de Mato Grosso do Sul aos portos do Oceano Pacífico.
A consolidação dessa rota logística representa uma mudança estrutural profunda para a economia sul-mato-grossense. Ao encurtar caminhos rumo à Ásia e ao Pacífico, a nova plataforma vai reduzir custos de frete e dinamizar o escoamento de carnes e grãos. Um dos pontos mais cruciais destacados por Falcette é a construção da Ponte Binacional, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai. Essa estrutura física é o elo terrestre essencial para unir o Brasil, Paraguai, Argentina e Chile na mesma malha comercial.
Os reflexos econômicos do corredor já redesenham o mapa de investimentos do Estado. Cidades como Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande registram valorização imobiliária e expansão de armazéns. Além disso, o projeto estimula o turismo no Pantanal e impulsiona metas ecológicas ousadas. Mato Grosso do Sul caminha para ser um estado carbono neutro até 2030, apoiado na recuperação de mais de cinco milhões de hectares de pastagens degradadas, que agora voltam a ser produtivas e sustentáveis.
Por fim, o secretário alertou que o sucesso total da Rota Bioceânica depende da superação de barreiras burocráticas entre as nações. Os principais desafios envolvem a unificação das leis aduaneiras, a validação de acordos fitossanitários e a modernização do transporte internacional. Superados esses entraves, o estado ampliará significativamente sua fatia de exportações para parceiros gigantes como a China e o bloco de países da ASEAN, garantindo maior rentabilidade ao produtor rural.
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