Prefeitos de MS comparecem em reunião de apoio à Eduardo Riedel.
(Foto: Divulgação)
O governador Eduardo Riedel (PP) consolidou uma posição de ampla vantagem política ao garantir o apoio de todos os 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul para a sua campanha de reeleição. A força dessa aliança ficou evidente em uma reunião realizada em Campo Grande, que reuniu presencialmente 77 chefes de Executivos municipais. O cenário atual demonstra o fortalecimento da base governista em comparação com o pleito de 2022, quando Riedel contava com o suporte de 75 prefeitos ao disputar o comando do Estado pela primeira vez.
Embora ausentes no encontro presencial, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e o prefeito de Dourados, Marçal Filho (PP), já formalizaram a adesão ao projeto governista. Marçal chegou a publicar um vídeo nas redes sociais adesivando seu próprio veículo com imagens da campanha. No mapa de apoios municipais, o único gestor que pertence a um partido fora da coligação oficial é o Dr. Gabriel (PSB), prefeito de Corumbá. Apesar de sua legenda ser presidida por Soraya Thronicke e apoiar oficialmente Fábio Trad (PT), Dr. Gabriel mantém aliança com o Executivo estadual devido a um acordo costurado com Riedel e Reinaldo Azambuja, no qual a ex-deputada Bia Cavassa (PSDB) foi indicada como sua vice na eleição municipal.
O objetivo estratégico traçado pelo grupo durante a reunião é mobilizar as bases regionais para tentar liquidar o pleito eleitoral ainda no primeiro turno. No entanto, o debate mais complexo girou em torno da corrida para o Senado Federal, especificamente sobre o apoio a Capitão Contar (PL). O candidato enfrenta resistência por parte de prefeitos que mantêm vínculos e receberam recursos de mandatos de Soraya Thronicke e do deputado federal Vander Loubet (PT).
Diante do impasse, Capitão Contar pediu desculpas publicamente aos prefeitos por desentendimentos anteriores. O ex-governador Reinaldo Azambuja buscou pacificar o encontro ao declarar que compreende as demandas e compromissos locais de prefeitos que pretendem direcionar o segundo voto para o Senado a outros concorrentes, mas reafirmou que a prioridade e a indicação oficial da cúpula partidária continuam sendo a candidatura de Contar.
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