Candidatos ao governo de MS.
(Foto: Montagem)
Os oito candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026 declararam, juntos, R$ 23,4 milhões em bens à Justiça Eleitoral. O maior patrimônio é do governador Eduardo Riedel (PP), com R$ 16.147.849,34. Entre os concorrentes que informaram bens, o menor é o de Lucien Rezende (PSOL), com R$ 500 mil. Daniel Lemes (PCO) e Jeferson Bezerra (Agir) declararam não possuir bens.
Os valores constam dos registros apresentados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e incluem imóveis, veículos, participações societárias, aplicações financeiras, recursos bancários e outros bens e direitos.
Dono do maior patrimônio entre os concorrentes, Eduardo Riedel (PP), de 57 anos, é produtor rural e candidato à reeleição. Dos R$ 16,1 milhões declarados, a maior parcela, de R$ 12.250.222,42, aparece como “bens relacionados ao exercício da atividade rural”. Ele também informou 521 cabeças de gado, avaliadas em R$ 2.084.000.
Riedel declarou ainda cinco veículos, que somam R$ 565.590, além de R$ 624.344,36 em créditos a receber e R$ 439.724,68 em depósitos em conta corrente, poupança e investimentos bancários. A relação inclui também quotas de capital em cooperativas e outras instituições.
Com o segundo maior patrimônio, Fábio Trad (PT), de 56 anos, é advogado e professor universitário e declarou R$ 3.670.880,45. O bem de maior valor é um apartamento com alienação fiduciária em Campo Grande, registrado por R$ 1 milhão. Trad informou ainda R$ 751.050,26 em previdência no Safra Vida e Previdência e R$ 323 mil em operações estruturadas.
Entre os imóveis aparecem também uma casa, dois terrenos e um quinhão de sítio em São Gabriel do Oeste. Trad possui ainda dois veículos, um Hyundai Creta e um Hyundai HB20, avaliados conjuntamente em R$ 203.080, além de aplicações financeiras, fundos, ações, título de capitalização e participação de R$ 18 mil no Fábio Trad Advogados e Associados.
Delcídio do Amaral (PRD), de 71 anos, é engenheiro eletricista e informou patrimônio de R$ 1.596.431,07. O item de maior valor é a participação de um terço na Fazenda Rancho do Vale II, de R$ 596.666,67. Ele também declarou um terço da Fazenda Marília Estância, em Corumbá, por R$ 244.458,33.
A lista inclui ainda R$ 217 mil em investimentos em infraestrutura e gado na Fazenda Santa Rosa, glebas de terras pastáveis na região de Jacadigo, dois apartamentos, quatro lotes em Caldas Novas (GO), um Mini Cooper 2011/2012 e uma quota de capital na Unicred Florianópolis.
Renato Gomes (DC), de 40 anos, é economista e declarou R$ 922.938,36 em bens. O item de maior valor é sua participação no Edifício Green Park, de R$ 433.333,33, adquirido em conjunto com dois irmãos. Outro apartamento, no Edifício Ana Claudia, no Centro de Campo Grande, aparece por R$ 250 mil.
Renato também informou dois veículos: um Honda HR-V Touring 2018, avaliado em R$ 85.500, e um Toyota Etios 2019, em R$ 62 mil. Outros R$ 92.105,03 estão registrados na categoria “Outros Bens e Direitos”, identificados na declaração como Banco Inter.
Deputado estadual e advogado, João Henrique Catan (Novo), de 38 anos, declarou R$ 588.097,38. O maior registro, de R$ 382 mil, aparece na categoria “Outros Bens e Direitos”, com a descrição “disponibilidade para novos investimentos”. Outros R$ 111.270,95 estão depositados em conta corrente.
Catan informou ainda participação de 30% na Novas Soluções em Participações Societárias, avaliada em R$ 90 mil, e de 33,33% no escritório Almeida, Miranda Soares & Catan Advogados Associados, por R$ 500. A relação inclui título de capitalização, poupança e outro saldo em conta corrente. Não constam imóveis nem veículos.
Lucien Rezende (PSOL), de 62 anos, é empresário e pequeno produtor rural e declarou R$ 500 mil, o menor patrimônio entre os seis candidatos que informaram bens. Todo o valor está concentrado em duas casas de alvenaria residencial, avaliadas em R$ 250 mil cada.
Uma das casas está identificada como localizada em Campo Grande. Na descrição da segunda, o município não é informado. Não constam veículos, propriedades rurais, aplicações financeiras, investimentos, participações societárias, depósitos bancários ou dinheiro em espécie.
Outros dois candidatos não declararam bens. Daniel Lemes (PCO), de 47 anos, é professor do ensino fundamental da rede municipal de Amambai e indígena da etnia Guarani Kaiowá. Em seu registro na Justiça Eleitoral, informou não possuir patrimônio a declarar.
O mesmo ocorre com Jeferson Bezerra (Agir), de 53 anos, jornalista, radialista e empresário do setor de comunicação. Na relação apresentada à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026, também não há bens declarados.
Fonte: Campo Grande News
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