Senador Nelsinho Trad.
(Foto: Reprodução)
O amplo bloco político liderado pelo governador Eduardo Riedel caminha para superar um dos seus maiores impasses na composição da chapa majoritária. Conforme informações divulgadas pelo portal Campo Grande News, o senador Nelsinho Trad comunicou a dirigentes partidários, em reunião nesta sexta-feira, 31 de julho, no escritório político do Parque dos Poderes, sua intenção de abrir mão da candidatura à reeleição. A estratégia desenhada pelo grupo é acomodar o parlamentar como primeiro suplente na chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja, que concorrerá ao Senado.
Embora o acordo avance nos bastidores, a decisão final ainda não foi sacramentada de forma oficial. Antes de anunciar publicamente o recuo, Nelsinho Trad agendou uma conversa com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para expor os motivos políticos que fundamentam a revisão dos planos eleitorais. A expectativa da cúpula governista é que esse diálogo ocorra imediatamente, com o martelo sendo batido em definitivo ainda neste fim de semana.
O encontro de conciliação contou com lideranças expressivas do estado, reunindo o governador Eduardo Riedel, o ex-governador Reinaldo Azambuja, a senadora Tereza Cristina, os deputados federais Beto Pereira e Rose Modesto, o deputado estadual Pedro Caravina e o ex-senador Waldemir Moka. Relatos de participantes indicam que Nelsinho demonstrou abatimento durante a conversa, justificando que o recuo se deve estritamente ao desejo de blindar e preservar a forte aliança construída com Riedel e Azambuja, com quem compartilha anos de parceria pública e amizade.
Por trás das negociações, analistas e dirigentes avaliaram que a manutenção de uma candidatura isolada pelo PSD deixaria Nelsinho Trad sem palanque competitivo para o Senado, uma vez que o PL já havia fechado as duas vagas da chapa com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar. Sem espaço para coligação proporcional ou composição direta, disputar o mandato de forma independente foi classificado como um erro estratégico pelo bloco. Sabendo dessas limitações impostas pela legislação eleitoral, o próprio Azambuja defendeu a permanência do aliado no projeto, viabilizando a alternativa da suplência para evitar uma cisão entre partidos que dão sustentação ao governo.
O encontro serviu também para alinhar os ponteiros em relação à corrida presidencial de 2026. Nelsinho Trad sugeriu ao grupo que a coligação estruture um comitê próprio em Mato Grosso do Sul para dar suporte à candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, nome referendado nacionalmente pelo PSD para o Palácio do Planalto. Com a iminente confirmação desse xadrez político pós-reunião com Kassab, Eduardo Riedel elimina a última grande aresta interna, blindando sua base aliada com partidos de diferentes espectros ideológicos em prol de um projeto de reeleição unificado.
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