O ex governador André Puccinelli, em entrevista na entrada da mega convenção do PL, PP, União Brasil, PSDB, MDB, Podemos e Republicanos.
(Foto: Maya Severino)
O MDB não terá espaço nas duas candidaturas ao Senado e nem mesmo nas vagas de suplente dentro da ampla coligação que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). A confirmação foi feita pelo ex-governador André Puccinelli na manhã deste sábado, 1º de agosto, em entrevista ao Campo Grande News durante a convenção conjunta de sete partidos realizada no bairro Cidade Jardim, em Campo Grande. Conforme antecipado pelo líder emedebista, as duas vagas para o Senado na chapa governista já estão fechadas com o PL, que lançará o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, restando ao MDB atuar de forma restrita nas eleições proporcionais.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de a sigla indicar ao menos um nome para a suplência dos candidatos ao Senado, Puccinelli foi direto ao adiantar o desfecho das negociações que vinham sendo conduzidas pelo presidente estadual do partido, Waldemir Moka. Ele cravou que o partido não terá participação na chapa majoritária, o que evidencia uma perda significativa de protagonismo da legenda dentro do grupo governista. O MDB, que historicamente comandou o governo estadual por diversos mandatos e já ostentou uma das maiores bancadas da Assembleia Legislativa (ALEMS), chega ao pleito de 2026 como coadjuvante de uma aliança amplamente liderada pelo PP e pelo PL.
Apesar de reconhecer que o tamanho e a história do MDB justificariam a reivindicação de uma das suplências, Puccinelli destacou que não acompanha as tratativas de forma direta. O grande evento político deste sábado reuniu lideranças do PL, PP, União Brasil, PSDB, MDB, Podemos e Republicanos para oficializar o apoio à reeleição de Riedel e selar o arranjo das chapas. Sem espaço no topo, o partido agora concentra todas as suas forças e estratégias nas candidaturas proporcionais, confirmando que já fechou a lista com 11 nomes para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
Para a Assembleia Legislativa, o MDB possui 19 pré-candidatos confirmados, incluindo o próprio André Puccinelli, que concorrerá a deputado estadual. A ata do partido deixará em aberto a possibilidade de preencher outras seis vagas remanescentes até o dia 15 de agosto, prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral para o registro das chapas completas de até 25 concorrentes. Pelos cálculos internos da legenda, o quociente eleitoral impõe um cenário difícil para a conquista de uma cadeira em Brasília, mas a meta realista do grupo é assegurar a eleição de até três parlamentares estaduais.
Essa tentativa de reconstrução partidária ocorre após o MDB sofrer um severo encolhimento de sua representação política na atual legislatura. Durante a última janela partidária, a sigla perdeu dois dos três deputados estaduais que havia elegido no pleito de 2022: Márcio Fernandes migrou para o PL e Renato Câmara filiou-se ao Republicanos. Com as baixas, o deputado Junior Mochi permaneceu como o único representante oficial do MDB na Casa de Leis, transformando o desafio das urnas deste ano em uma missão de sobrevivência política para a tradicional legenda em Mato Grosso do Sul.
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