Após a conclusão da fase competitiva, o processo entra no momento de validação técnica da solução que vai estruturar a loteria estadual.
(Foto: Reprodução)
O processo de implantação da Lotesul (Loteria de Mato Grosso do Sul) avança com a convocação da empresa vencedora da licitação para a realização da Prova de Conceito, etapa que antecede a formalização contratual e avalia, na prática, a capacidade da solução apresentada.
Com a conclusão da fase externa do pregão eletrônico e a definição da empresa melhor classificada, a Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda.
A Prova de Conceito é a oportunidade de demonstrar, em ambiente controlado, que a solução ofertada atende integralmente aos requisitos previstos no edital, incluindo segurança, desempenho, capacidade de integração e aderência às normas que regem o serviço público lotérico.
A convocação feita é para 9 de fevereiro, às 9h (horário de MS), na Setdig (Secretaria Executiva de Transformação Digital), localizada na Rua Delegado Osmar de Camargo, Parque dos Poderes, em Campo Grande.
No último dia 23, a Lottopro apresentou a melhor proposta na sessão de licitação para contratar a empresa que vai administrar a Lotesul.
A estimativa do edital é de que o serviço vá render faturamento anual de R$ 51.474.339,31.
Licitação da Lotesul
A licitação já foi suspensa duas vezes. A última suspensão ocorreu em 15 de dezembro do ano passado, pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), dias depois de ser revelado que a família Razuk, de Dourados, criou empresa falsa, que existe só “no papel”, para viabilizar a concorrência da organização criminosa no processo licitatório da Lotesul.
Segundo investigações do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), os apontados como “chefes da organização”, Roberto Razuk (patriarca) e Roberto Razuk Filho (deputado Neno Razuk), estariam “perseguindo a licitação milionária”.
“Inclusive com questionamentos acerca da referida licitação junto a justiça, tendo Roberto arcado pessoalmente com as custas do processo em março do corrente ano”, aponta documento da investigação.
Questionado sobre a suspensão, o governador Eduardo Riedel (PP) afirmou, na época, que a licitação será conduzida da “maneira mais aberta possível”.
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