A busca ativa é uma das ferramentas adotadas pela pasta de Assistência Social para combater a extrema pobreza no Estado.
(Foto: Monique Alves/Sead)
A Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) neste mês de dezembro, revelou que entre 2023 e 2024, mais de 40 mil pessoas saíram da situação de pobreza em Mato Grosso do Sul (MS). A Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) considera que o avanço é resultado do compromisso de combater à extrema pobreza no estado, assumido pelo governo em 2023.
Entre as estratégias dotadas na política social de enfrentamento à pobreza estão a busca ativa das famílias em situação de vulnerabilidade e a inversão da lógica dos programas sociais. De acordo com a Sead, mudanças estruturantes, tornaram os programas instrumentos de assistência social, segurança alimentar, inclusão, incentivo ao estudo, qualificação profissional e de escalada social.
Uma transformação no programa de bolsas de estudo, por exemplo, permitiu a permanência de estudantes de baixa renda em cursos superiores de período integral. O MS Supera paga um salário mínimo a estudantes de baixa renda visando estimular a permanência nos cursos universitários e de educação profissional técnica, de instituições públicas ou privadas, e reduzir a evasão escolar. Um outro programa que foi aprimorado é o Mais Social, que passou por diversas mudanças, inclusive o adicional de R$ 300 para os beneficiários que estiverem frequentando ensino regular ou EJA (Educação de Jovens e Adultos).
“Fizemos o diagnóstico e a adequação dos nossos programas sociais para se transformarem em programas estruturantes, acabando com o assistencialismo e colocando as pessoas na vida produtiva por meio de incentivos positivos. Com isso, estamos perseguindo a erradicação da extrema pobreza e reduzindo a pobreza”, explica a secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino.
De acordo com o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza em Mato Grosso do Sul sofreu uma redução de 40,74% em dois anos, passando de 2,7% em 2022 para 2,0% em 2023 e, finalmente, para 1,6%, em 2024. O IBGE considera extremamente pobres as famílias que recebem até US$ 2,15 por dia.
O índice de extrema pobreza de MS caiu 1,1% em dois anos. Foto: DivulgaçãoEm outra ação, para reduzir ainda mais a extrema pobreza, a Sead está fazendo desde o dia 17 de março deste ano de 2025, uma busca ativa. Com cruzamento de dados e georreferenciamento, equipes do Mais Social estão indo às ruas nos 79 municípios sul-mato-grossenses incluir no programa famílias vulneráveis que não recebem nenhum benefício. Hoje, o Mais Social conta com mais de 40 mil famílias e o MS Supera conta com 2.200 vagas, que vão ser ampliadas para 2.500 no próximo ano.
Patrícia Cozzolino destaca que os programas asseguram a dignidade das pessoas e promovem a melhoria de vida da população. Ela também aponta que ainda há vários outros programas do Governo de Mato Grosso do Sul, como o Energia Social: Conta de Luz Zero, que paga a conta de 29 mil famílias de baixa renda; e o Cuidar de Quem Cuida, com 1.878 beneficiados, além da entrega de cestas alimentares para mais de 20 mil famílias indígenas aldeadas. *Com informações da Sead
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