Trabalhadores da Embrapa Pantanal realizam manifestação na Praça da Independência.
(Foto: Assessoria)
Trabalhadores da Embrapa Pantanal realizaram manifestação na manhã desta quarta-feira, 17 de junho, na Praça da Independência, no centro de Corumbá. O ato faz parte de uma mobilização nacional convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF). Para chamar a atenção da população, o grupo distribuiu alimentos cultivados por produtores locais em parceria com a instituição, como mandioca da região do Taquaral e 12 variedades de ramas de batata-doce.
O objetivo da ação pública é demonstrar a importância estratégica da ciência e da tecnologia desenvolvidas pela categoria. Esse trabalho técnico garante a soberania alimentar do país, promove o melhoramento genético de alimentos e desenvolve soluções de produção compatíveis com as mudanças climáticas atuais.
De acordo com o presidente do SINPAF Pantanal, Igor Hany Fuzeta, o protesto expõe o descontentamento com a falta de incentivo à qualificação profissional. Muitos assistentes, técnicos, analistas e pesquisadores buscam cursos de mestrado e doutorado por conta própria e aplicam esse conhecimento nos experimentos da empresa, mas enfrentam barreiras internas para obter o reconhecimento de escolaridade.
O sindicato aponta discriminação na estrutura de carreiras da Embrapa, exigindo que assistentes e técnicos recebam a mesma valorização concedida a analistas e pesquisadores, cenário que o líder sindical afirma não ocorrer em universidades e institutos federais. A categoria também reivindica a recomposição salarial devido a uma defasagem de 25% acumulada nos últimos dez anos, defendendo a reposição gradativa da inflação desse período.
Outra preocupação urgente envolve a saúde mental dos servidores. Segundo o líder sindical, a defasagem no quadro de funcionários tem causado sobrecarga de trabalho e acúmulo excessivo de funções entre os profissionais ativos. A decisão de levar o protesto para as ruas ocorre após oito rodadas de negociações neste ano, sem que a Embrapa apresentasse respostas concretas aos protocolos submetidos pela categoria desde fevereiro.
O Capital do Pantanal aguarda por resposta da Embrapa sobre a paralização da categoria.
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