Se condenado, Cazarin pode ter o diploma de vereador cassado e até ficar inelegível.
(Foto: Ascom/CMC)
O vereador de Corumbá Matheus Cazarin, acusado por compra de votos nas Eleições municipais de 2024, será ouvido pela justiça eleitoral em audiência marcada para acontecer em 28 de agosto. Além do vereador mais duas testemunhas da acusação e seis da defesa serão ouvidas.
O suposto esquema de compra de votos foi investigado pela Polícia Federal (PF) e denunciado pelo Ministério Público Estadual (MP-MS), com envolvimento direto da irmã do vereador, que segundo a denúncia, era a pessoa responsável pelos pagamentos ilícitos à eleitores de Corumbá.
Irmã de Cazarin foi flagrada com dinheiro e recibos manuais. Foto: PFDias antes do primeiro turno das Eleições, a irmã de Cazarin foi flagrada com uma lista contendo nomes de eleitores, 172 recibos manuais e o valor de RR$ 3.650 em espécie. De acordo com o Ministério Público, esses valores não foram citados na comprovação da campanha do parlamentar, o que reforça a ilegalidade.
Para o promotor Rodrigo Corrêa, Cazarin tinha total ciência da compra de votos, pois consta entre as provas da acusação, prints de conversas entre os irmãos, onde o na época candidato, perguntava sobre detalhes dos pagamentos. O MPMS pede a cassação do diploma do vereador, multa e que ele se torne inelegível.
Caso Matheus Cazarin seja considerado culpado pela justiça e tenha sua diplomação de vereador cassada, quem assume sua cadeira na Câmara é o suplente Pietro Costa Candia, que inclusive foi incluído como interessado na ação, sob a autorização do juiz eleitoral Idail de Toni Filho.
Cândia chegou a pedir na justiça pela não diplomação de Cazarin devido a suspeita da compra de votos, mas seu pedido foi rejeitado pelo juiz Márcio de Ávila, pois os fatos apontados por Cândia na solicitação já estavam sendo tratados na ação do MP-MS.
Família em cargos comissionados
Mais uma revelação complica a situação do vereador de Corumbá Matheus Cazarin. Sua esposa e seu pai,Yara Santos Souza e Temístocles Cazarin Silva, foram contratos no mês de março deste ano, como comissionados da Prefeitura de Corumbá. A nomeação levanta suspeitas de favorecimento por parte do vereador que já é acusado de compra de votos.
De acordo com dados do Portal da Transparência do município, Yara Santos foi contratada como assessora governamental I na Fundação de Esportes, com salário bruto de R$ 4.579,20. Já Temístocles para cargo na Secretaria Municipal de Planejamento, Receita e Administração, com salário bruto de R$ 7.632,00.
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