Portão com cadeado da casa onde o bebê foi resgatado.
(Foto: Juliano Almeida)
Um caso brutal de violência infantil chocou não somente o bairro Santa Luzia, em Campo Grande, nesta semana, como todo o estado de Mato Grosso do Sul. O que começou como um chamado de emergência para socorrer um bebê de 1 ano e 8 meses que havia broncoaspirado leite, revelou um cenário de tortura e abuso sexual. O padrasto, de 23 anos, e a mãe da criança, de 31, foram presos em flagrante pela Polícia Militar (PM).
Durante o atendimento realizado pelo Samu, o médico responsável identificou lesões gravíssimas que contradiziam as versões apresentadas pela família. O bebê apresentava um hematoma extenso na cabeça que chegava até a área dos olhos — o padrasto alegou uma queda no banheiro ocorrida dois dias antes, tratada apenas com gelo.
Além disso, os exames emergenciais constataram: uma dilatação anal e hematomas na base do pênis; marcas de diferentes cores nas costas, indicando agressões contínuas e antigas; hematomas em ambas as pernas e vestígios de sangue da criança em cobertas e na cama do casal.
A mãe havia saído para trabalhar e deixado o filho sob os cuidados do padrasto. Após manobras de reanimação e massagem cardíaca, o bebê foi estabilizado e levado à Santa Casa em estado grave. Na delegacia (DEPCA), o caso foi registrado como estupro de vulnerável, maus-tratos, lesão corporal de natureza grave e omissão de socorro.
Vizinhos relataram que a residência era frequentada por usuários de drogas e que agressões contra a mulher e outros filhos mais velhos eram frequentes, embora o choro do bebê raramente fosse ouvido.
*Com informações do Campo Grande News
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