Pacotes apreendidos de Skank (supermaconha).
(Foto: Divulgação/EB)
A Polícia Federal (PF) do Brasil e a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai deram início à maior ofensiva já realizada contra plantações ilegais de maconha na região de fronteira entre os dois países. A Operação Nova Aliança 54 mobiliza agentes brasileiros e paraguaios em áreas rurais do Departamento de Canindeyú, considerado um dos principais polos de produção da droga destinada ao mercado brasileiro.
A ação faz parte de uma cooperação bilateral iniciada em 2012 e tem como foco atingir a estrutura financeira e logística das organizações criminosas responsáveis pelo cultivo, processamento e distribuição da maconha. Ao atacar as roças ainda na origem, as autoridades buscam impedir que toneladas do entorpecente cheguem às facções criminosas que atuam em território brasileiro.
Além da erradicação das plantações ilegais, a operação conta com o trabalho conjunto de peritos criminais do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e especialistas do Laboratório Forense da SENAD. As equipes realizam a coleta e análise de amostras de plantas e solo para identificar características genéticas da cannabis produzida na região, rastrear sua origem e fortalecer as investigações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.
Os dados obtidos também devem auxiliar no mapeamento das rotas utilizadas pelas organizações criminosas e na produção de provas para processos judiciais nos dois países.
Em 14 anos de atuação, a Operação Nova Aliança já erradicou cerca de 14 mil hectares de plantações ilícitas e destruiu mais de 45 mil toneladas de maconha. Somente em 2025, foi registrado o maior resultado da série histórica, com a eliminação de 5.464 toneladas da droga ao longo das diferentes fases da operação.
As autoridades destacam ainda que as áreas utilizadas para o cultivo ilegal frequentemente são abertas em reservas florestais, provocando danos ambientais. Por isso, as regiões atingidas pela operação também passam por processos de restauração da vegetação nativa após a destruição das lavouras.
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