Centenas de cápsulas de cocaína foram apreendidas na operação.
(Foto: Divulgação/PMMS)
Uma ação estratégica da Rádio Patrulha do 6º Batalhão da Polícia Militar, realizada na manhã de terça-feira, 31 de março, desferiu um duro golpe contra o tráfico transnacional de drogas em corumbá, na fronteira entre Brasil e Bolívia. A intervenção, que contou com o apoio da Receita Federal e do Ministério da Agricultura (MAPA), resultou na identificação de um grupo de estrangeiros que transportava grande quantidade de cocaína, inclusive no próprio corpo.
O caso teve início por volta das 11h15, na Rua General Osório, no bairro Popular Velha. Os policiais suspeitaram do condutor de uma vagoneta boliviana com vidros escuros que, ao notar a presença da viatura, demonstrou nervosismo e tentou retornar para o interior de uma residência. Durante a revista no veículo, a equipe sentiu um forte odor de maconha e localizou pequenas porções da droga. O motorista alegou que o entorpecente pertenceria a passageiros que ele havia acabado de deixar no imóvel.

O Flagrante no Imóvel
Ao vistoriar a residência, os militares encontraram diversos cidadãos bolivianos cercados por malas e mercadorias irregulares. Diante das informações desencontradas sobre o destino da viagem, as buscas foram intensificadas. No andar superior, sob um guarda-roupas, foram achadas 83 cápsulas de cocaína. Outras 18 foram localizadas em uma lixeira no banheiro, totalizando 101 unidades prontas para o transporte, além de porções avulsas da droga.
Identificação de "Mulas" Humanas
A suspeita de que o grupo estivesse atuando como "mulas" — transportando drogas ingeridas — levou 12 pessoas ao pronto-socorro local. Exames de raio-X confirmaram a presença de corpos estranhos no organismo dos suspeitos.
Até o fechamento do registro policial, a estimativa era de que o grupo tivesse ingerido impressionantes 1.035 cápsulas. Destas, 718 já haviam sido expelidas sob custódia hospitalar.
Enquanto a Receita Federal e o MAPA ficaram responsáveis pelas mercadorias apreendidas para providências administrativas, o material ilícito e os envolvidos foram encaminhados à Polícia Federal. O caso foi registrado como tráfico internacional de drogas, crime que prevê penas rigorosas devido à transponibilidade de fronteiras.
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