Mais de 100 quadros de motocicletas foram encontrados no local
(Foto: GMC)
Mais de 120 quadros de motocicletas espalhados em uma área de mata foram encontrados nesta quarta-feira (23), em Campo Grande. A descoberta começou com moradores que passavam por uma estrada vicinal próxima à BR-163 e perceberam as peças abandonadas. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi chamada e, conforme avançou pela região, encontrou uma quantidade muito maior do que a vista inicialmente.
Cerca de 40 quadros apareceram nas primeiras buscas. Depois, o número passou de 120 e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) foi acionada. O material agora precisa ser identificado para saber de quais motocicletas foi retirado e se alguma delas possui registro de furto ou roubo.
O achado aconteceu apenas um dia depois de uma operação contra um possível esquema de receptação e desmanche de motocicletas na Capital. Apesar da proximidade entre os casos, até agora não há confirmação de que os quadros encontrados na área rural tenham relação com a oficina investigada na terça-feira (22).
Na operação, policiais passaram por três endereços e chegaram a um imóvel onde eram armazenadas peças de motocicletas. Foram apreendidos 65 motores, além de tanques, escapamentos, rodas, carenagens e componentes de suspensão. Dos motores recolhidos, 53 estavam com a identificação raspada ou removida.
A investigação também encontrou um bloqueador de sinal, conhecido como jammer, equipamento capaz de interferir no funcionamento de rastreadores. Dentro da casa do comerciante investigado, uma abertura atrás de uma geladeira dava acesso ao imóvel vizinho, onde funcionava a oficina.
O comerciante, a esposa e um funcionário foram presos em flagrante. Em interrogatório, ele negou que o acesso entre os imóveis fosse uma passagem escondida e disse que utilizava o outro espaço como depósito porque já não havia lugar suficiente na loja. Também afirmou possuir notas fiscais capazes de comprovar a compra de parte das peças e negou ter adquirido material furtado.
Ao falar sobre a investigação, o delegado Francis Freire, da Defurv, afirmou que parte das motocicletas furtadas em Campo Grande permanece no mercado local e outra segue para regiões de fronteira. Segundo ele, o comerciante preso é apontado pela investigação como um dos principais receptadores da Capital.
Agora, os quadros encontrados na mata entram nesse cenário ainda como uma nova frente de investigação. A identificação das peças deverá mostrar se pertencem a motocicletas furtadas ou roubadas e se o descarte tem alguma ligação com o desmanche descoberto no dia anterior.
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