Piso segue o salário mínimo e aumenta para R$ 1.518.
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Quem trabalha em Mato Grosso do Sul chega a 2025 com mais anos de estudo do que há pouco mais de uma década. Um em cada quatro trabalhadores ocupados no Estado tem ensino superior completo. Em 2012, era aproximadamente um em cada oito.
Dados da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (23), mostram que a mudança alcança outros níveis de ensino. A parcela de trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto chegou a 40%. Junto aos 25,6% que terminaram a faculdade, eles representam quase dois terços de quem está trabalhando no Estado.
Há 13 anos, o cenário era bem diferente. Pessoas sem instrução ou que não haviam concluído o ensino fundamental correspondiam a 37,9% dos ocupados. Agora são 20,1%. Nesse mesmo período, o número estimado de trabalhadores com diploma universitário passou de 147 mil para 376 mil.
Os números mostram uma população ocupada mais escolarizada, mas escolaridade e qualificação da vaga são medidas diferentes. O diploma permanece na estatística mesmo quando o profissional trabalha em uma função que poderia ser exercida por alguém com ensino médio ou formação técnica.
Esse desencontro é conhecido como sobre-educação e já aparece em estudos sobre o mercado de trabalho brasileiro. Pesquisa publicada em 2024 na Revista de Economia Contemporânea identificou que 45,6% dos graduados analisados em 2019 estavam em ocupações abaixo da escolaridade correspondente. Em 2010, eram 41,3%. O estudo relaciona o crescimento à maior oferta de trabalhadores com ensino superior sem aumento equivalente na procura por profissionais qualificados.
Em 13 anos, Mato Grosso do Sul passou a ter uma parcela maior de trabalhadores com ensino médio e superior e reduziu o peso das faixas de menor escolaridade. A mudança mostra quem está chegando ao mercado com mais anos de estudo. O aproveitamento dessa formação, por outro lado, também passa pelo tipo de emprego disponível.
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