Medida estabelece rotinas sigilosas e coordenação entre comarcas para garantir acolhimento imediato.
(Foto: Paulo Francis)
O Diário da Justiça desta quarta-feira (10) trouxe uma mudança importante no modo como o Judiciário de Mato Grosso do Sul lida com casos de crianças e adolescentes ameaçados de morte. A partir de agora, todo o processo de proteção seguirá um protocolo único, pensado para ser mais rápido e evitar falhas.
Esse novo fluxo coloca a Coordenadoria da Infância e da Juventude como a central dessa operação. É ela que vai receber os pedidos, procurar vagas em acolhimentos sigilosos, conversar com juízes das cidades possíveis e ajudar na mudança quando for necessário tirar a criança do ambiente de risco. A ideia é que nenhuma etapa fique solta ou dependa da boa vontade de cada comarca.
Quando a transferência acontece, o juiz da cidade que recebe o jovem assume o acompanhamento durante o período de proteção. Ele formaliza o acolhimento, mantém o local em sigilo e acompanha qualquer medida que o adolescente esteja cumprindo. Já o juiz da cidade de origem é quem autoriza a entrada no programa e desativa o cadastro no sistema nacional de acolhimento, já que esses casos não aparecem na fila de adoção.
A regra também reforça algo essencial: tudo deve tramitar em sigilo absoluto. Nem o endereço, nem a instituição que acolhe a criança, nem a cidade de destino podem ser divulgados. E se o lugar onde o jovem passar a oferecer risco, o juiz pode determinar a troca imediata do local.
O provimento segue diretrizes nacionais e busca organizar uma rede de proteção que muitas vezes precisa agir com urgência. Com o fluxo padronizado, o Judiciário espera tornar esse atendimento mais rápido, seguro e coordenado entre todas as cidades envolvidas.
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