Banhistas atravessam o Rio Parahuai
(Ana Lima)
Nesta manhã de 09 de dezembro quem trafegou pelo porto geral de Corumbá pode perceber os efeitos da seca deste ano. Banhistas com água no joelho cruzam a pé o rio Paraguai, que exibe a fundação do farol Balduino antes submerso. De acordo com a Agencia Nacional das Águas (ANA), sete estados tiveram uma intensificação da seca no período: Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Era esperado que a chuva da primavera amenizasse os efeitos da seca, entretanto até esta data não houve chuva suficiente para elevar o nível do rio.
Farol exibe estruturas antes submersas. Foto: Ana LimaNo Centro Oeste o recuo da seca se deu apenas no extremo sul de Goiás e da seca grave no sudeste de Mato Grosso do Sul. Além disso, a seca moderada recuou no nordeste de Mato Grosso. No sentido oposto, devido às chuvas abaixo da normalidade, a seca moderada avançou no oeste de Mato Grosso e a seca grave passou a ser registrada numa área maior no oeste sul-mato-grossense.
A previsão para os últimos três meses do ano era de chuvas dentro da média climatológica, variando entre 300 e 700 milímetros no Estado, mas não foram suficientes e, hoje o rio Paraguai continua seco e impedindo a navegabilidade em muitos trechos onde há grandes bancos de areia. Pantaneiros vivenciam a pior e mais longa seca da história no Pantanal com graves consequências para a fauna e flora, de acordo com a Sala de Crise do Pantanal. Em Mato Grosso do Sul o Rio Paraguai está com os piores índices entre os rios monitorados, estando com 51 centímetros a menos que no mesmo período de 2020 em Porto Murtinho. A crise hídrica impediu escoamento mineral causando grande transtorno e acidentes na BR 262 com o aumento exagerado no fluxo de carretas que transportam minério de ferro e manganês.
ANA
O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 20 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.
Escreva a legenda aquiLeia Também
Corrida Parque de Piraputangas acontece em novembro; inscrições estão abertas
Criança prende o dedo em carteira escolar e mobiliza Bombeiros em Corumbá
Jovem sofre traumatismo craniano após colisão entre motos em Corumbá
Corumbá e Ladário poderão ampliar fiscalização da mineração
Ramão Gomes é liberada provisoriamente e trecho ainda passará por reparos
Operação conjunta resgata jovem e bebê em área de difícil acesso no Pantanal
Projeto propõe ampliar fiscalização do comércio e de ambulantes em Corumbá
Moradores do Popular Nova relatam até 15 horas sem energia e prejuízos
Motos e bicicletas concentram 87% dos atendimentos por acidentes em Corumbá