Agetrat em operação
(Foto: Divulgação PMC)
Motociclistas e ciclistas representam quase nove em cada dez pessoas atendidas após ocorrências de trânsito em Corumbá no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram contabilizados 826 registros no Pronto-Socorro Municipal e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h), segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (6) pela Agência Municipal de Trânsito e Transporte (Agetrat).
As motocicletas aparecem em 544 atendimentos, o equivalente a 65,9% do total, enquanto as bicicletas estão relacionadas a outros 174 casos, ou 21,1%. O número chama atenção também pela natureza das ocorrências. As quedas de motocicleta lideram os registros, com 362 casos, seguidas pelas quedas de bicicleta, com 125. Somadas, representam 59% dos atendimentos analisados. As colisões entre motos e automóveis aparecem na sequência, com 111 registros.
Embora a maior parte dos casos tenha sido classificada como leve, com 781 atendimentos, o levantamento identificou 44 registros graves e um óbito. Junho foi o mês com maior movimento nas unidades de saúde, somando 167 atendimentos, contra 100 em janeiro, quando foi registrado o menor número do semestre.
O perfil das pessoas envolvidas também revela uma concentração entre jovens adultos. A faixa de 18 a 24 anos responde por 192 atendimentos, enquanto a de 25 a 34 anos reúne outros 183. Juntos, esses dois grupos representam 45,4% dos registros. Os homens são maioria, com 536 atendimentos, diante de 290 envolvendo mulheres, embora a proporção de casos graves seja semelhante entre os dois grupos.
A distribuição ao longo da semana mostra que os sábados concentraram o maior número de atendimentos, com 162 registros entre os 813 que tinham data identificada. Os períodos da tarde e da noite também se sobressaem. Das 12h às 17h, foram contabilizados 266 casos, enquanto das 18h às 23h ocorreram outros 267.
Apesar de reunir informações sobre idade, horários e tipos de ocorrência, o diagnóstico ainda apresenta dificuldades para identificar os locais onde os acidentes acontecem. Dos 826 registros considerados, 665 não tinham endereço suficiente para confirmar a localização. Essa ausência compromete uma análise mais precisa das ruas e bairros com maior concentração de ocorrências. Segundo a Agetrat, o preenchimento dessas informações deverá ser aprimorado junto à Secretaria Municipal de Saúde nos próximos levantamentos.
Além dos atendimentos, o boletim apresenta dados da fiscalização. A falta do cinto de segurança foi a infração mais frequente, com 1.682 notificações, seguida pela circulação de veículos sem licenciamento, com 516, e pelo uso de calçado inadequado ao dirigir, com 345. Avançar o sinal vermelho e utilizar o celular ao volante também aparecem entre as irregularidades recorrentes.
No mesmo período, a agência contabilizou 1.267 serviços e ações, incluindo atividades de segurança escolar, interdições de vias, atendimento à população e fiscalização do transporte irregular. Também foram realizadas 70 ações educativas.
Os dados fazem parte do Boletim Informativo de Segurança Viária, elaborado com registros da Agetrat e da Secretaria Municipal de Saúde. O levantamento considera atendimentos relacionados ao trânsito, o que significa que um mesmo acidente pode envolver mais de uma pessoa. A agência prevê uma nova publicação ao fim de 2026, com os dados consolidados de todo o ano.
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