Clemilson está desesperado em reaver o montante
(Arquivo CDP)
A escola de samba Imperatriz Corumbaense de Clemilson Medina teve conta bancária invadida e perdeu R$ 28 mil em novembro. O dinheiro veio do homenageado pela agremiação no carnaval 2022 e o caso só veio à tona após abertura de um processo na justiça.
Segundo o advogado da escola de samba, João Marques, o golpe foi através de transferência e Pix, “ no dia 16 de novembro foram feitas duas transferências uma no valor de R$ 5 mil, outra no valor de R$ 8 mil , e no dia 29/11 mais R$ 15 mil, sendo que esta última foi feita por Pix . O que chama a atenção é que a pessoa titular da conta não tem Pix cadastrado junto a instituição A agencia bancária vai responder ao dano causado ao correntista. A escola está tentando recuperar o prejuízo junto a agencia que é a responsável pela conta”.
João Marques está cuidando do caso. Foto: Sylma LimaMarques explicou que não sabe como as pessoas envolvidas conseguiram aplicar o golpe, mas todos os nomes estão no boletim de ocorrências registrados na Policia Civil que está investigando o crime, “ No BO constam as pessoas que foram beneficiadas com o depósito e através delas chegaremos no autor da fraude. Mas, a agencia bancaria vai responder por dano moral e material. A escola recebeu dinheiro do patrocinador e como vai falar agora que o dinheiro sumiu, fica muito mal para a presidência da entidade. Como vai fazer a prestação de contas” , indagou o advogado explicando que já entrou com a ação indenizatória na justiça e corre contra o tempo para rever o montante antes do carnaval, “ já até pedi uma certa urgência, mas estamos no fim do período forense, entretanto vamos tentar rever os valores o mais rápido possível com as pessoas que foram beneficiadas”.
João Marques disse que a presidente da agremiação procurou a agência bancária amparados no código do consumidor, “ o numerário com os valores sacados indevidamente eles terão que arcar”. Quanto aos beneficiados com o dinheiro eles estão sob investigação, disse o advogado, “ caiu nessas contas. Não sei como foi feito, mas o extrato revela os nomes claramente” .
O presidente da escola de samba Clemilson Medina descobriu a fraude em São Paulo quando foi fazer compras para o carnaval e ao passar o cartão não tinha saldo, “estou muito abalado nunca pensei passar por isto. Nunca peguei nada de ninguém. Imagino quantas pessoas passaram por isso. Que segurança o banco nos dá ? Estou muito mal” , disse ao Capital do Pantanal.
A Polícia Civil deve investigar o caso. Crimes de estelionatos virtual e outros vários tipos de fraudes aumentam em final de ano. Os autores podem responder também por falsidade ideológica e associação criminosa. O pix é direcionado para uma pessoa já devidamente identificada. O Banco Central tem limitados valores e horários de transferência via pix, mas os golpistas agem mesmo assim.
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