Comemoração do Dia Nacional do Educador Social destaca a importância dos profissionais que atuam com crianças e adolescentes.
(Foto: Cidade Dom Bosco)
Hoje, 19 de setembro, celebramos o Dia Nacional do Educador Social, uma data que reflete sobre o trabalho daqueles que, com dedicação silenciosa, ajudam a construir pontes para um futuro melhor para tantas crianças e adolescentes. Na Cidade Dom Bosco, esse trabalho é realizado com amor, empenho e paciência. O impacto dessa missão é visível a cada sorriso, a cada conquista e a cada passo dado rumo ao autoconhecimento e ao futuro.
"Eu não sabia o que era um educador social até me tornar um. Hoje, eu entendo o verdadeiro significado dessa profissão", diz Silvio Magno de Moraes, conhecido como B-boy Chock, educador da oficina de Breaking há um ano. Para ele, o trabalho com os jovens é muito mais que ensinar técnicas de dança; é sobre abrir espaços de expressão e confiança, onde o educando pode ser ele mesmo, descobrir seu potencial e ter oportunidades para um futuro melhor. "Quando estou aqui, vejo mais do que alunos, vejo pessoas que estão se descobrindo e que podem se tornar tudo o que sonham. Eu sou uma parte disso, e isso me preenche. Ensinar e aprender com eles é uma troca que, para mim, é inestimável."
Jovens aprendem a se expressar com a dança, desenvolvendo autoestima, disciplina e amizade. Foto: Cidade Dom BoscoGabriel da Cruz Cassiano, um educando de 15 anos, compartilha como a presença dos educadores sociais transformou sua vida. "Eu me tornei mais social, mais aberto. O apoio que recebi quando estava mal me ajudou muito. Eles me fizeram ver que eu podia ser diferente, me deram confiança." Para Gabriel, os educadores são figuras de apoio emocional e fonte de inspiração. "O momento mais marcante para mim foi quando eu estava em uma fase difícil da minha vida e busquei ajuda nos educadores. Eles me escutaram, me acolheram e me mostraram que eu não estava sozinho. Eles fizeram a diferença quando eu mais precisei, e isso é algo que nunca vou esquecer."
Para Hemilly Aparecida Pereira da Costa, que tem 17 anos e participa do programa PCAF há dois anos, o trabalho dos educadores sociais foi essencial para ela se descobrir e se conectar com outras pessoas. "Eles me ajudaram a interagir mais com as pessoas, a me abrir e até a descobrir que tenho autismo. O apoio que recebi aqui foi mais significativo do que em qualquer outro lugar." Hemilly descreve com carinho a importância dos educadores na sua formação pessoal e no fortalecimento do autoconhecimento. "Antes de entrar no programa, eu era muito tímida e isolada. Os educadores me mostraram que eu podia ser mais do que isso. Eles me ajudaram a ver que minha condição não me define, e que eu posso ser quem eu quiser. Eles não me tratam com pena, mas com respeito e compreensão."
Na oficina de Libras, a comunicação sem barreiras transforma a inclusão e fortalece vínculos. Foto: Cidade Dom BoscoAlém de formar, os educadores também cuidam do emocional dos educandos. Karen Simões, educadora social responsável pelo programa Crianças e Adolescentes Felizes, ressalta a importância do papel do educador na vida dos jovens em situação de vulnerabilidade. "O educador social vai além do conteúdo acadêmico. Ele cuida da harmonia, do desenvolvimento social e do fortalecimento da autoestima dos jovens." Para ela, o trabalho vai além da sala de aula ou das oficinas. "O nosso objetivo é formar pessoas que saibam lidar com as dificuldades da vida, que sejam capazes de enfrentar os desafios com coragem e dignidade. O que fazemos aqui é trabalhar a formação do ser humano em sua totalidade, em seu caráter e em sua visão de futuro."
Para os educadores, o maior desafio é ganhar a confiança dos educandos e das suas famílias. "Às vezes, eles chegam muito desconfiados, sem saber o que esperar. Mas quando conseguimos mostrar o valor do nosso trabalho, eles se abrem, se expressam e começam a acreditar que podem alcançar seus sonhos", reflete Marenilda Rosania Simões, educadora de Libras há 11 anos na Cidade Dom Bosco. Ela compartilha uma experiência especial de um de seus educandos, que, ao longo dos anos, superou suas limitações auditivas e hoje é um exemplo de perseverança e sucesso. "Ele não ouvia, e isso o fez se sentir excluído por muito tempo. Mas eu vi o crescimento dele. Hoje ele é tradutor e intérprete, e me orgulha ver como a nossa conexão e o nosso trabalho juntos o transformaram. Isso me mostra que o meu trabalho aqui realmente tem impacto."
"Nosso trabalho é mais do que ensinar uma habilidade. É sobre dar as ferramentas para que eles construam um futuro melhor, com autonomia e confiança." Com o apoio da equipe de educadores sociais da Cidade Dom Bosco, esses jovens têm acesso a oportunidades que talvez nunca tivessem imaginado, como o mercado de trabalho, a faculdade e, o mais importante, a possibilidade de sonhar e acreditar que são capazes. "Eu vejo os educandos saindo daqui mais preparados para o mundo lá fora, com mais confiança e mais esperança. Isso é algo muito mais valioso do que qualquer aula tradicional. O que fazemos aqui é formar cidadãos, não apenas profissionais", diz Karen Simões, com orgulho.
Nas apresentações, os jovens mostram o que aprenderam, compartilhando talento e superação. Foto: Cidade Dom Bosco"O Dia do Educador Social é todos os dias", afirma Silvio Magno, enfatizando a importância de valorizar o trabalho do educador social. "Somos mais do que profissionais. Somos pessoas que acreditam no poder de transformação e no potencial dos jovens. Devemos ser abraçados pela sociedade, pois nossa missão é algo que faz a diferença na vida de cada educando." Silvio compartilha com emoção como ele mesmo foi transformado por sua jornada na Cidade Dom Bosco. "Aqui, eu me sinto parte de algo maior. Cada sorriso, cada mudança, me motiva a continuar. Eu sei que estou fazendo a diferença, e isso é mais do que eu poderia pedir."
O verdadeiro trabalho do educador social vai além de um dia comemorativo; ele é um compromisso diário com a transformação, E com a crença de que cada gesto pode mudar o rumo de uma vida.
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