Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura.
(Foto: Guilherme Correa)
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reafirmou nesta terça-feira (17) o papel estratégico de Mato Grosso do Sul como o principal elo de ligação para o agronegócio entre o Brasil e a Bolívia. Durante o Fórum Empresarial Brasil-Bolívia, realizado na Fiesp, em São Paulo, o ministro enfatizou que as rotas que cruzam o estado são alternativas de baixo custo e alta eficiência para o escoamento da produção boliviana.
Logística e Integração Regional
Para Fávaro, além do planejamento estratégico das rotas bioceânicas, existem conexões imediatas que favorecem o setor. "Há conexões muito rápidas e de muito baixo investimento que visam o escoamento da safra boliviana", pontuou, citando também a importância da BR-364 e da hidrovia do Rio Madeira como corredores complementares.
A nova postura do governo boliviano, representado pelo presidente Rodrigo Paz (Partido XYZ), foi classificada pelo ministro como um divisor de águas. Segundo ele, a superação de barreiras ideológicas e a oferta de segurança jurídica transformam a Bolívia em um destino atrativo para o capital brasileiro, especialmente em terras com alto potencial tecnológico ainda inexplorado.
Crise Sanitária com a China
O ministro também aproveitou a oportunidade para esclarecer a situação comercial com a China. Fávaro descartou o risco de um bloqueio total à soja brasileira, esclarecendo que o impasse não envolve a qualidade do grão, mas sim a presença de sementes de ervas daninhas nos carregamentos.
Para solucionar o problema, uma comitiva do Ministério da Agricultura viajará à China na próxima semana. Entre as propostas para o novo protocolo sanitário está o esmagamento da soja diretamente nos portos, o que evitaria a circulação de grãos "sujos" pelo interior do país asiático. "A qualidade comercial da soja brasileira é inquestionável", reforçou o ministro, informando ainda que os navios retidos já estão sendo liberados sob análise prioritária. *Com informações do CG News
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