Equipe de produção audiovisual realiza captação de áudio.
(Foto: Divulgação)
Um levantamento inédito começou a ser feito em Mato Grosso do Sul para entender quem faz e como se estrutura o audiovisual no Estado. A ação integra o projeto Rota Cine MS e abriu um formulário online que segue disponível até 30 de abril, reunindo dados de profissionais e empresas da área.
A proposta é construir um retrato detalhado do setor, identificando áreas de atuação, especializações e a estrutura de produção local. As informações vão sustentar um diagnóstico estratégico e também dar origem a um catálogo digital, pensado como uma vitrine do audiovisual sul-mato-grossense.
Podem participar técnicos, artistas, produtores, realizadores e prestadores de serviço de toda a cadeia. O questionário leva entre 10 e 15 minutos e pode ser respondido de forma online, pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSctv0ykrsikCHwKFE7VilF3cl2LE8B4mGBm1QT2C1OCCqufzg/viewform.
Na avaliação de especialistas, o impacto vai além do simples mapeamento. Para o especialista em políticas públicas para o audiovisual Daniel Celli, a iniciativa ajuda a organizar o setor e criar conexões mais sólidas. “A proposta é que este diagnóstico contribua para a criação de um catálogo digital de profissionais e empresas do audiovisual em Mato Grosso do Sul. A partir dessas informações, será possível compreender melhor o setor e fortalecer iniciativas como a film commission estadual e municipais. Trata-se de uma vitrine para promover o Estado e estimular negócios e contratações”, afirma.
A expectativa entre representantes do setor é de mudança estrutural. A coordenadora da Pantanal Film Commission, Ana Ostapenko, vê o levantamento como ponto de virada. “Estamos construindo uma base sólida de informações que vai nos permitir entender, com precisão, quem somos, onde estamos e quais são nossas potencialidades. Esse diagnóstico é fundamental para posicionar Mato Grosso do Sul de forma mais estratégica no cenário audiovisual, atraindo produções e fortalecendo nossa capacidade de articulação enquanto mercado”, destaca.
Entre os profissionais, o diagnóstico também é visto como resposta a problemas antigos de estrutura e visibilidade. O cineasta Joel Pizzini afirma que conhecer o setor é passo essencial para sua consolidação. “diagnosticar a cena audiovisual de nosso Estado é um ato primordial para a tão sonhada profissionalização do setor. Saber quanto somos e podemos nos fortalecerá enquanto categoria. Até para não sermos tratados como animadores e conquistarmos um mercado interno que evite o êxodo inevitável de nossos talentos. Com a produção pungente provocada pela LPG o drama atual é onde vamos exibir os filmes?”, ressalta.
Na mesma linha, o produtor Fábio Flecha, da Render Brasil, avalia que o mapeamento pode ampliar oportunidades. “Excelente iniciativa! Mapear os profissionais e obter a perspectiva que eles têm do audiovisual em MS é um avanço, principalmente no que se refere à infraestrutura de nossa região. Isso ajuda a identificar pontos fracos e pontos fortes de nossa cadeia de produção”, garante. “Este catálogo vai colaborar muito porque para receber produções de outros estados e, quiçá, até de outros países, precisamos ter informação de prontidão. Quanto mais informação, maiores as chances de atrairmos filmes e séries para serem gravadas aqui, e maiores as chances de nossos profissionais e empresas participarem criativamente e, principalmente, economicamente de um setor cujo PIB no Brasil é maior que o da indústria têxtil", completa.
Do lado da gestão pública, o entendimento é de que o diagnóstico pode orientar decisões mais precisas. O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, afirma que os dados são essenciais para o planejamento do setor. “Esse levantamento é essencial para que possamos planejar ações mais assertivas e eficientes para o audiovisual sul-mato-grossense. Com dados concretos em mãos, conseguimos direcionar investimentos, fomentar a profissionalização e criar condições reais para o crescimento do setor, ampliando oportunidades e consolidando Mato Grosso do Sul como um polo de produção”, afirma.
*Com informações da assessoria de comunicação.
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