Marcos Souza em apresentação conteporânea.
(Foto: Moinho Cultural)
A potência artística do Pantanal sul-mato-grossense ganha os palcos do Sul do país nesta semana. O bailarino Marcos Souza, lapidado pelas salas de aula do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, em Corumbá, embarcou rumo a Santa Catarina para participar do prestigiado Festival de Dança de Joinville. Reconhecido internacionalmente como uma das vitrines mais importantes do segmento, o evento congrega talentos, coreógrafos e companhias do Brasil e do exterior em uma intensa maratona de aprendizado e espetáculos.
A jornada de intercâmbio cultural e amadurecimento profissional é viabilizada pelo patrocínio histórico do Instituto Cultural Vale, em uma articulação direta com a organização do festival. Na bagagem, Marcos carrega a responsabilidade e o orgulho de representar a fronteira em uma programação robusta. O jovem cumprirá uma agenda que inclui quatro workshops técnicos — sendo três focados no rigor do balé clássico e um voltado à inovação da dança contemporânea —, o acompanhamento diário das apresentações noturnas e a participação estratégica em uma audição.
Entre as aulas agendadas, uma carrega um peso fortemente emocional: o workshop ministrado pelo professor cubano Luiz Rubens. Primeiro mestre de balé da história do Moinho Cultural, Rubens integrou o corpo docente fundador em 2004 e agora cruza novamente o caminho do ex-aluno em solo catarinense.
“Nunca esperei ir para lá, e o ICV nos proporcionou essa experiência. Um dos workshops é com o professor Luiz Rubén, coreógrafo que começou as atividades do Moinho. Vou estar presente na aula dele”, celebrou o bailarino.
Para Márcia Rolon, diretora artística da instituição pantaneira, a escolha de Marcos coroa um percurso de dedicação e celebra o legado vivo da organização. A diretora enfatiza que o festival funciona como um acelerador de potencialidades, onde o jovem terá contato com novas linguagens visuais e corporais. Ela também ressalta o simbolismo do reencontro com o pioneiro cubano, classificando a oportunidade como uma conexão direta e poética com as próprias raízes fundacionais da casa.
A ação consolida o papel do Instituto Cultural Vale na promoção de oportunidades que extrapolam as barreiras geográficas da fronteira, investindo na educação continuada de jovens artistas locais. Sediado em Corumbá há 21 anos, o Moinho Cultural atua na transformação social de mais de 25 mil crianças e adolescentes da macrorregião fronteiriça (envolvendo também Ladário e os municípios bolivianos de Puerto Suárez e Puerto Quijarro), utilizando a arte, a tecnologia e a cidadania como ferramentas de emancipação e abertura de novos horizontes.
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