Amostra de água com larvas do mosquito aedes, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
(Foto: Bruno Rezende)
O avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti coloca as autoridades de saúde de Mato Grosso do Sul em constante estado de vigilância. O mais recente Boletim Epidemiológico, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) referente à 31ª semana epidemiológica, revela um cenário preocupante em relação à chikungunya. O estado já contabiliza 12.520 casos prováveis da doença, dos quais 9.961 foram laboratorialmente confirmados.
O impacto mais grave da infecção se reflete no balanço de vítimas fatais, que atingiu a marca de 30 mortes distribuídas por dez municípios sul-mato-grossenses: Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. Outro dado que exige atenção especial das equipes médicas é o registro de 114 gestantes que testaram positivo para o vírus.
Paralelamente, o monitoramento da dengue aponta para um volume menor de notificações se comparado à chikungunya, mas que ainda demanda cuidados rigorosos. O território estadual soma 4.551 casos prováveis de dengue, com 1.933 confirmações definitivas. Até o momento, o estado tem um óbito confirmado pela doença, referente a um morador de Bonito, além de mais uma morte suspeita que segue sob investigação laboratorial. Em uma perspectiva mais favorável de curto prazo, os municípios de Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Bataguassu mantiveram uma tendência de baixa incidência de novos casos confirmados nos últimos 14 dias.
Como principal ferramenta de proteção contra o vírus da dengue, a campanha de imunização segue avançando com a aplicação de doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Do total de 241.030 imunizantes recebidos pelo estado, as equipes locais já aplicaram 223.322 doses, sendo que 201.349 delas foram destinadas especificamente ao público-alvo da campanha. O esquema vacinal completo exige a aplicação de duas doses, que devem respeitar um intervalo obrigatório de três meses entre elas. A recomendação atual é focar o atendimento em crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, grupo que estatisticamente concentra o maior índice de hospitalizações devido a complicações provocadas pela dengue.
A Secretaria de Saúde reforça que a participação ativa da população é indispensável para frear a proliferação do vetor. A orientação primária é para que os cidadãos façam vistorias semanais em seus quintais e residências, eliminando qualquer tipo de recipiente que possa acumular água limpa ou parada, servindo de criadouro para o mosquito. Diante do surgimento de sintomas clássicos como febre alta, dores intensas nas articulações, manchas vermelhas no corpo ou dor de cabeça, as pessoas devem procurar imediatamente uma unidade básica de saúde e evitar completamente a prática da automedicação, que pode mascarar sintomas e agravar o quadro clínico.
Confira os boletins emitidos pela SES-MS:
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