Equipe médica realiza procedimento cirúrgico.
(Foto: Luciano Velleda/ MS)
Mato Grosso do Sul vai receber nove combos cirúrgicos e um tomógrafo dentro do Novo PAC Saúde, em uma nova etapa de investimentos federais voltados à ampliação de procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A assinatura dos contratos dessa fase ocorreu na última quarta-feira (3), em nível nacional, e prevê a distribuição de 150 combos cirúrgicos e 20 tomógrafos em todo o país.
No total, o programa contempla 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos, distribuídos entre 185 municípios brasileiros, com investimento global de R$ 546 milhões. Em Mato Grosso do Sul, o aporte ultrapassa R$ 16 milhões.
Os equipamentos devem impactar diretamente a oferta de cirurgias eletivas, que somam 428 mil procedimentos por ano em todo o país com o apoio da nova estrutura, além de contribuir para a redução das filas do SUS e do tempo de espera por atendimentos especializados. A modernização também alcança hospitais públicos e filantrópicos.
No estado, parte dos equipamentos já está em funcionamento, com uso em cirurgias gerais e oftalmológicas, ampliando a capacidade de atendimento em procedimentos de média e alta complexidade. As cidades contempladas incluem Campo Grande, Corumbá, Dourados e Três Lagoas. Em Campo Grande, o tomógrafo deve reforçar o atendimento a pacientes da rede pública.
Os combos cirúrgicos são divididos por especialidade. Os de cirurgia geral reúnem seis equipamentos e são usados em procedimentos como vasectomia, laqueadura e outras intervenções de baixa e média complexidade. Já os oftalmológicos contam com cinco equipamentos e ampliam a oferta de cirurgias como a de catarata.
A estratégia faz parte do programa “Agora Tem Especialistas” e prevê a distribuição de mais de 1.700 equipamentos em todo o país, com foco na descentralização dos serviços e na redução das desigualdades regionais no acesso à saúde. Em regiões como o Norte, a ampliação da capacidade de cirurgias oftalmológicas chega a 134%.
Além da expansão da rede, a compra centralizada dos equipamentos gerou economia de mais de R$ 281 milhões aos cofres públicos, uma redução de 37,9% em relação ao valor estimado. A aquisição priorizou equipamentos produzidos no Brasil, dentro da política de fortalecimento do complexo industrial da saúde.
As entregas começaram em fevereiro e seguem até o fim de junho. Os kits incluem instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses, permitindo uso imediato nos serviços de saúde.
*Com informações do Ministério da Saúde.
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