Viatura da PM em frente imóvel em Rio Brilhante.
(Foto: Divulgação/PCMS)
O homicídio que motivou a grande operação policial ocorreu no Bairro Pró-Moradia XIV, no município de Rio Brilhante. A vítima, um homem de 52 anos, estava dentro de sua própria residência quando foi surpreendida por um criminoso armado. O executor arrombou a porta do imóvel e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra o morador, que não resistiu aos ferimentos. Logo após os tiros, o atirador fugiu do local com o suporte logístico de comparsas.
Imediatamente após o crime, guarnições da Polícia Militar deram início às buscas e localizaram, na casa de um dos suspeitos, uma motocicleta Honda Biz sem placa, com o chassi adulterado por supressão e o motor ainda quente, evidenciando o uso recente na fuga. No local, os policiais prenderam três homens: R.J.L.P., de 22 anos; M.P.C.P., de 23 anos; e J.W.C.S., de 31 anos. Um quarto investigado conseguiu escapar pelos fundos da residência ao notar a aproximação das viaturas, embrenhando-se em uma extensa área de mata.
Caçada avança pela madrugada e mobiliza especializada
A Polícia Civil assumiu o caso por meio da Delegacia de Polícia de Rio Brilhante e manteve as diligências de forma ininterrupta durante toda a madrugada e o dia seguinte. Através de monitoramento e buscas em pontos estratégicos da cidade, os investigadores conseguiram localizar o quarto envolvido, J.R.P.S., de 28 anos, que estava escondido em uma casa no Bairro Vale do Sol.
O aprofundamento do trabalho de inteligência revelou que outro participante da execução, identificado como V.S.W., de 26 anos, havia fugido do município em direção ao Distrito de Nova América, na cidade de Caarapó, onde contava com uma rede de apoio para se ocultar. Com as informações compartilhadas pela delegacia local, uma equipe da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON) foi acionada e conseguiu prender V.S.W. e seu comparsa, J.C.A., de 28 anos, que lhe dava cobertura.
Durante a abordagem na região de fronteira, V.S.W. quebrou deliberadamente o próprio aparelho celular, jogando-o contra o chão em uma tentativa desesperada de destruir provas e impedir o acesso dos agentes às mensagens do grupo. Apesar da tentativa de obstrução, o telefone e outros aparelhos celulares encontrados com os bandidos foram apreendidos e passarão por perícia técnica.
Todos os seis detidos foram autuados em flagrante e permanecem em celas à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil informou que as investigações continuam ativas para esclarecer a motivação exata da execução e determinar qual foi a conduta individual de cada membro na engrenagem da organização criminosa.
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