Felipe Edvaldo Meneses durante condução policial na Bolívia.
(Foto: El Deber)
Um violento acerto de contas terminou com a morte do brasileiro Felipe Edvaldo Meneses Iglesias, integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), na última terça-feira, 19 de maio. O crime ocorreu em plena via pública no município de Santa Ana de Yacuma, na Bolívia. De acordo com informações da inteligência policial, o criminoso — que possuía um histórico impressionante de fugas do sistema prisional boliviano — estava escondido na região com o objetivo de reagrupar e reorganizar a sua rede de tráfico e atuação criminosa.
A execução foi testemunhada por moradores locais e perpetrada por dois homens armados. Os pistoleiros interceptaram o brasileiro no meio da rua, efetuaram diversos disparos à queima-roupa e fugiram em seguida para rumo desconhecido. A principal linha de investigação da polícia aponta que o assassinato foi motivado justamente pela recente reintegração de Felipe ao submundo do crime na província, o que acabou transformando-o em um alvo visado por grupos rivais ou comparsas.
Considerado um elemento de altíssima periculosidade, Felipe respondia na Bolívia pelos assassinatos de um agricultor e de um policial. Para tentar despistar as forças de segurança, ele utilizava com frequência os nomes falsos de Luis Xavier Da Rocha e Carlos Fogaza. Sua trajetória no país vizinho ficou marcada pela audácia perante o sistema penitenciário: ele conseguiu fugir da prisão de Palmasola em 2022 e escapou outras duas vezes do presídio de segurança máxima de Chonchocoro, nos anos de 2023 e 2025.
Além dos crimes cometidos em solo boliviano, o criminoso também era amplamente procurado pela Justiça no Brasil, onde acumulava uma extensa ficha criminal que incluía condenações anteriores por homicídio e envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Após o homicídio, a polícia boliviana mobilizou equipes para iniciar uma intensa busca pelos executores na região de Santa Ana de Yacuma. Até o momento, nenhuma prisão relacionada ao caso foi efetuada.
*Com informações do jornal boliviano, El Deber.
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