Acusado morto em ataque.
(Foto: Divulgação/PM)
Rubens Zilio Neto, de 35 anos, foi executado neste sábado, 4 de julho, durante uma violenta emboscada armada contra um comboio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e da Polícia Militar. O ataque aconteceu nas proximidades de um posto de combustível na rodovia BR-262, antes do pedágio do Porto do Morrinho, em Mato Grosso do Sul.
A ação criminosa foi desencadeada quando o comboio que transportava o detento precisou parar na rodovia para trocar o pneu de uma das viaturas. Naquele momento, os policiais foram surpreendidos por uma intensa linha de tiros vinda de uma área de mata às margens da estrada. O confronto envolveu armamento de guerra, incluindo fuzis e outras armas de grosso calibre. Rubens acabou atingido pelos disparos e morreu ainda no local. Informações preliminares também apontam que há policiais feridos devido à gravidade do tiroteio.
O Contexto do Crime
Rubens Zilio Neto havia sido detido na fronteira com a Bolívia dias antes. Ele era apontado como um dos envolvidos no ataque que resultou na morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, no dia 30 de junho, em Corumbá. Marcelo, que integrava o Grupamento Especial Tático de Motos (GETAM), foi assassinado com um tiro de fuzil durante uma perseguição tática. A caçada aos criminosos havia resultado na apreensão de um arsenal de guerra com fuzis 5.56, pistolas e munições.
O comboio atacado neste sábado realizava justamente a transferência de Rubens da região de fronteira em direção à capital, Campo Grande, onde ele ficaria à disposição do sistema penitenciário estadual.
Hipótese de Queima de Arquivo
As investigações da Polícia Civil apontavam que o grupo criminoso integrado por Rubens possuía ligações estreitas com uma facção criminosa que opera no estado. A principal linha de investigação para o ataque deste sábado é de que a emboscada tenha sido planejada pela própria organização para silenciar o acusado — uma ação típica de queima de arquivo — impedindo que ele revelasse detalhes sobre as lideranças e as rotas de tráfico da facção na fronteira. Outro comparsa de Rubens, identificado como Everton da Silva Viana, também já havia morrido em um confronto anterior com a polícia logo após o assassinato do soldado Pimenta.
As forças de segurança de Mato Grosso do Sul montaram um forte cerco na região pantaneira da BR-262 para capturar os atiradores que se esconderam na mata. O posicionamento oficial da Polícia Militar trará novas atualizações sobre o estado de saúde dos policiais feridos e o andamento das buscas a qualquer momento.
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