Coronel Renato dos Anjos, comandante-geral da PMMS.
(Foto: capital do Pantanal)
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Renato dos Anjos Garnes, afirmou nesta terça-feira, 1º de julho, que, até o momento, não há indícios de uma guerra entre facções criminosas em Corumbá. Apesar das imagens que caíram em domínio popular, onde indivíduos não identificados, exibem armas de grosso calibre e fazem ameaças declaradas a "arrochadores" do Comando Vermelho (CV) na região, segundo o coronel, as investigações apontam que os episódios recentes de violência estão relacionados a um desentendimento entre integrantes da mesma organização criminosa, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A declaração foi dada durante entrevista coletiva no 6º Batalhão de Polícia Militar, em Corumbá, sobre os detalhes da operação desencadeada após a morte do soldado Marcelo Pimenta. Questionado sobre rumores de um possível confronto entre facções na cidade, o comandante sustenta a tese de que o cenário apurado pelas forças de segurança é diferente.
"Não é uma briga entre facções. É um desacordo entre integrantes do mesmo grupo criminoso. Em situações como essa, um ameaça ou expulsa o outro e, por causa desse desentendimento, podem ocorrer ataques", complementando que as forças de segurança trabalham de forma integrada justamente para evitar qualquer escalada da violência.
O comando da PM confirmou que os envolvidos no confronto são os mesmos investigados pelos disparos contra a residência do morador conhecido como "Coelho", no bairro Cohab, em Ladário. O proprietário do imóvel é tratado como vítima no caso e foi encaminhado à delegacia para o registro do boletim de ocorrência. Até o momento, a motivação do atentado e a relação entre a vítima e os criminosos permanecem sem esclarecimento. De acordo com informações apuradas pelo Capital do Pantanal, apesar de residir em uma cidade pacata, o homem adota um rígido protocolo de segurança pessoal e circula em um veículo blindado.
Armamento passará por perícia
Durante a coletiva, o comandante detalhou a atuação das equipes após o confronto que resultou na morte do policial militar Marcelo Pimenta. Segundo ele, a mobilização foi imediata e as diligências se concentraram na localização dos suspeitos e das armas utilizadas no crime. Os envolvidos chegaram a indicar diferentes locais para despistar os policiais, mas o armamento foi encontrado escondido em uma residência, onde uma mulher fazia a guarda do material. Foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas e um revólver. O armamento será submetido à perícia para que seja determinada sua origem e eventual ligação com outros crimes.
A morte do policial militar, além de chocar toda a cidade, fez a Polícia Militar mobilizar equipes de elite da corporação para a fronteira. O número de agentes empregados na operação passou de cerca de 70 para mais de 100 policiais, com apoio do Batalhão de Choque, BOPE, Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e Grupamento de Policiamento Aéreo.
As buscas por um terceiro suspeito continuam. De acordo com a corporação, o trabalho é realizado de forma integrada entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e autoridades bolivianas.
Ao final da coletiva, Renato reforçou a confiança no trabalho das forças de segurança e afirmou que o Estado continuará intensificando as ações de combate ao crime organizado.
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