Indivíduo exibe fuzil em vídeo.
(Foto: Reprodução)
Antes do ataque realizado por um trio armado na noite desta terça-feira, 30 de junho, no bairro Cohab, em Ladário — que culminou na perseguição e morte do policial militar Marcelo Pimenta —, um vídeo já circulava nas redes sociais. Nas imagens, um suposto integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) exibe armamentos pesados e promete um ataque contra a facção rival Comando Vermelho (CV), em uma dinâmica de disputa inédita na região pantaneira.
No vídeo, o indivíduo manipula fuzis de calibres como o 5.56 (incluindo plataforma AR-15), ostentando o poderio bélico da organização em Corumbá e Ladário. Em tom de ameaça, ele utiliza termos pejorativos para provocar o grupo rival, prometendo um ataque fatal aos membros do Comando Vermelho que atuam na faixa de fronteira. Historicamente, o PCC lidera as rotas do crime organizado em Mato Grosso do Sul. Contudo, com o fechamento do cerco policial em redutos tradicionais do CV no país, membros dessa facção carioca têm migrado para tentar tomar novas áreas de escoamento de entorpecentes, deflagrando uma violenta guerra local.
A gravação mostra que o homem está em uma área de mata, escondido das autoridades. Ao exibir o arsenal, ele jura extermínio a membros do Comando Vermelho a quem acusa de cometer uma série de "arrochos" (roubos de cargas de drogas entre criminosos) na região. Um desses alvos seria justamente o indivíduo conhecido como "Coelho", apontado como o pivô do atentado em Ladário.
Megaoperação do Gaeco Cumpre 320 Mandados contra a Facção
Em paralelo à crise na segurança pública no Pantanal, Mato Grosso do Sul amanheceu nesta quarta-feira, 1º de julho, como um dos alvos da maior operação da história do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Santa Catarina contra o PCC. Batizada de Operação Coluna Sul, a ofensiva cumpre 320 mandados judiciais contra suspeitos de integrar a organização criminosa.
A mobilização, coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), engloba 151 mandados de prisão temporária e 169 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas catarinense e estão sendo cumpridas simultaneamente em seis estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
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