Suposta coação cometida por servidor da Polícia Civil gera questionamentos sobre o caso.
(Foto: Reprodução de vídeo)
A denúncia de coação feita pelo vendedor ambulante José Elizeu Lara Navarro, de 41 anos, após uma confusão com o vereador Élio Moreira Junior, em Corumbá, levantou questionamentos sobre a atuação policial no caso. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o trabalhador relata que, já na delegacia, foi obrigado a gravar um pedido de desculpas, apagar publicações e aceitar R$ 100, sob a promessa de que não sofreria consequências.
Nos relatos públicos, o ambulante não identifica a qual corporação pertenceria o policial citado, o que gerou dúvidas sobre a participação das forças de segurança no episódio.
Diante disso, o Capital do Pantanal procurou o comando da Polícia Militar de Corumbá para esclarecer qual foi a atuação da PM na ocorrência. Segundo o comandante, a corporação foi acionada via 190 para atender uma ocorrência de dano e perturbação do sossego, esteve no local, registrou as versões apresentadas e, em seguida, os envolvidos se deslocaram por meios próprios até a Delegacia de Polícia Civil.
O comandante destacou que a Polícia Militar não realizou mediação entre as partes e não participou de orientações relacionadas a gravações, apagamento de vídeos ou qualquer tipo de negociação. Em nota, a PM informou que sua atuação se limitou ao registro da ocorrência, com encaminhamento do boletim à Polícia Judiciária.
Com base no local onde o ambulante afirma que os fatos ocorreram, a delegacia, e no esclarecimento prestado pelo comando da PM, a apuração indica que a suposta coação não teria ocorrido durante a atuação da Polícia Militar, mas sim no âmbito da Polícia Civil.
O caso teve início na tarde de sábado (27), quando vídeos passaram a circular mostrando uma discussão entre José Elizeu Lara Navarro e o vereador Elinho Jr. (PP), em frente a um estabelecimento comercial da família do parlamentar, na rua Delamare, no centro de Corumbá. As imagens registram danos a equipamentos utilizados para a venda de salgados.
No boletim de ocorrência registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil, as partes apresentaram versões distintas e informaram, naquele momento, não ter interesse em representar criminalmente.
Sobre o episódio, a Câmara Municipal de Corumbá publicou nota oficial nesta segunda-feira (29) informando que está adotando providências em relação à confusão. No comunicado, o Legislativo afirmou que irá ouvir as partes envolvidas e que, se necessário, o caso poderá ser encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
A Câmara também destacou que não compactua com atitudes que violem o respeito mútuo ou a dignidade humana e reforçou que a conduta dos parlamentares deve seguir princípios éticos dentro e fora do recinto legislativo.
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