Estudantes e educadores participaram da ação.
(Foto: Divulgação/PM)
Cerca de 120 estudantes e educadores foram reunidos na Escola Estadual 2 de Setembro, em Ladário, nesta quinta-feira, 07 de agosto, para participar de uma palestra educativa sobre violência doméstica. Na ocasião, o 3° Sargento Gerson e a Soldado Pappette, ambos do 6° Batalhão de Polícia Militar de Corumbá, abordaram o enfrentamento à violência de gênero, os tipos de agressões previstas em lei e o papel da comunidade na prevenção desses crimes.
As ações educativas integram a Operação Shamar, uma iniciativa de caráter nacional coordenada pelas Polícias Militares com foco na prevenção, repressão qualificada e conscientização social quanto à violência contra a mulher. As atividades tem como prioridade o trabalho educativo junto à comunidade escolar e a mobilização em locais de grande circulação de pessoas, com o objetivo de fortalecer a cultura do respeito e da igualdade.
Quebrar o ciclo da violência ainda é o maior obstáculo entre as vítimas. Por isso, conhecer seus direitos e confiar na rede de apoio disponível é essencial para que as mulheres denunciem qualquer forma de violência. A Lei Maria da Penha protege contra violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. O silêncio fortalece o agressor; por isso, é fundamental:
- Utilizar os canais oficiais de denúncia, como o Disque 180, o Disque 190 (emergência) e as Delegacias de Polícia;
- Buscar apoio em Centros de Referência da Mulher, Defensorias Públicas e serviços de assistência social;
- Fortalecer redes de apoio com familiares e amigos;
- Valorizar sua autonomia emocional e financeira.
Palestra orientou sobre as formas de violência, denúncia e consequências legais impostas aos agressores. Foto: Divulgação/PM Dezenas de jovens, do sexo masculino, futuros namorados e companheiros, também foram chamados para refletir sobre atitudes abusivas que podem gerar situações de violência contra as mulheres. Os homens são orientados há:
- Basear os relacionamentos no respeito mútuo e no diálogo;
- Reconhecer e modificar comportamentos abusivos;
- Temer pelas sanções legais e impactos sociais da Lei Maria da Penha;
- Não justificar a violência pelo término de um relacionamento;
- Promover a cultura de paz, dando exemplo para outros homens;
- Moderar o consumo de álcool, evitando situações que comprometam o autocontrole;
- Valorizar a família e preservar a harmonia do lar.
A prática de violência contra a mulher pode resultar em sérias consequências como: prisão em flagrante ou preventiva; condenação criminal, com penas de reclusão; Estigma social e rupturas familiares; Perda de oportunidades profissionais e dificuldade de reinserção no mercado de trabalho.
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