Um comunicado foi emitido para instituições bolivianas.
(Foto: Reprodução)
A linha de fogo detectada no lado boliviano da região da Serra do Amolar, possui cerca de 5km de extensão. A identificação foi feita por uma das antenas do sistema de monitoramento Pantera, que funciona 24 horas por dia, no território do país vizinho, a Bolívia. A central do monitoramento fica instalada na sede do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), que imediatamente publicou um em seu site, na noite desta quarta-feira, 30 de julho, um alerta para possíveis ações de combate e prevenção para impedir que as chamas alcancem o lado brasileiro. O incêndio está localizado em uma área de mais de 121 km², entre o Brasil e a Bolívia, próximo da Lagoa Mandioré.
Fogo está localizado no lado boliviano, a cerca de 15 km de distância da fronteira com o Brasil. Foto: ReproduçãoA estimativa é que a linha de fogo esteja a cerca de 15 km de distância da fronteira com o Brasil. A velocidade do vento na região chegou a alcançar 25 km/h, com direção de leste para oeste, nesse sentido, o vento ainda cria uma barreira de contenção, que desfavorece o avanço do fogo para o lado brasileiro.
A linha de fogo foi identificada pelo sistema Pantera na noite de terça-feira, 29 de julho, e não havia sido detectada por sistemas de satélite até o começo da tarde de ontem, 30 de julho. De acordo com o sistema do IHP, as chamas tinham sido reduzidas nesta quarta-feira. Uma das possibilidades é que o fogo pode ter atingido uma área alagada que fica entre a Mandioré e a região de campo onde estava a ocorrência.
O IHP esclarece que após o monitoramento do incêndio e a identificação do caso durante a noite de terça-feira (29), a equipe fez comunicado direto para duas instituições bolivianas que vem atuando como parceiras: a Nativa (Naturaleza, Tierra y Vida) e a CERAI (Fundación Centro de Estudios Rurales y de Agricultura Internacional). Apesar de não ter ocorrido registro no Brasil, o Instituto afirma que também reportou o comunicado para o Prevfogo/Ibama com o objetivo de medidas de prevenção.
Angelo Rabelo, diretor presidente do IHP, pontua sobre a importância de haver trabalho transfronteiriço no combate ao fogo para tentar evitar tragédias e proteger a biodiversidade em ambos os países.
“O fogo não tem nacionalidade e não reconhece limites de países. Um trabalho de cooperação é o que fortalece as medidas para se combater e evitar danos para comunidades, para a biodiversidade. Fizemos o contato direto com instituições parceiras na Bolívia para que seja possível verificar possíveis medidas. Atualmente, autoridades e instituições de um país não podem atuar no outro, mas pode haver um trabalho conjunto”, sugere.
*Com informações do IHP
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