Comandante do CMO, general Alcides Valeriano de Faria Júnior fala sobre operação que será realizada em todas as fronteiras do País.
(Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado)
O Exército Brasileiro tem uma nova estratégia na fronteira do Brasil com Argentina, Paraguai e Bolívia para dissuadir organizações criminosas e dar apoio às forças de segurança pública. Trata-se da Operação Jaguaretê, uma ofensiva estratégica voltada ao combate rigoroso aos crimes transfronteiriços e ao tráfico de drogas.
A operação, que abrange forças que atuam de Santa Catarina a Rondônia, é coordenada a partir de Mato Grosso do Sul, no Comando Militar do Oeste (CMO).
Em entrevista ao Correio do Estado, o comandante do CMO, general Alcides Valeriano de Faria Júnior, informou que a operação já está planejada há algum tempo e está pronta para começar.
No contexto do Exército Brasileiro, a operação é classificada como “singular”, o que significa que será executada com recursos próprios da Força.
Um dos pilares da Operação Jaguaretê é a atuação com outras forças de segurança pública. O general Alcides explicou que o Centro de Coordenação de Operações do CMO já realizou reuniões isoladas e com diversas agências para evitar que as tropas interfiram em investigações ou ações em curso de outras instituições.
“Se a Polícia Federal, por exemplo, pode estar conduzindo uma operação dela e eu vou na mesma área em que ela está, uma pode atrapalhar a outra”, alertou o comandante.
Em ações coordenadas da dimensão da Jaguaretê, uma das maiores preocupações é a natureza da região. Além da coordenação, o sigilo é uma preocupação constante. O comandante ressaltou que, em ambientes de fronteira, o fluxo de dados pode ser um desafio.
“Sempre com muito cuidado, porque aqui, você sabe, a fronteira é permeável e as informações também são permeáveis”, explicou o general.
A Operação Jaguaretê reforça o papel do CMO como uma das prioridades da Força Terrestre, ao lado do Comando Militar da Amazônia, no esforço de garantir a soberania nacional e a segurança pública em áreas críticas.
Para o general, o “ponto alto” da atuação em Mato Grosso do Sul continua sendo a “integração total, troca de informações de maneira completa” entre o Exército e os órgãos de segurança pública e de inteligência.
A operação ocorre em todas as unidades do Exército na faixa de fronteira.
Fonte: Correio do Estado
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