Navio-Patrulha Pirajá atracado durante visitação pública em Corumbá.
(Foto: Matheus Dantas Gonzaga)
O Comando do 6° Distrito Naval (Com6°DN) iniciou na última quinta-feira (16) a operação ACRUX XII, considerada a maior operação ribeirinha da América Latina, realizada na região de Corumbá e Ladário. A ação volta a ser comandada pela Marinha do Brasil após 13 anos e reúne as Forças Armadas de países da América do Sul, como Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Brasil. A Comissão ACRUX ocorre no Rio Paraguai, entre os dias 20 e 25 deste mês.
Ao todo, mais de 490 militares participam desta operação, que contará com 10 embarcações das Marinhas estrangeiras e 8 embarcações da Marinha do Brasil. Entre as embarcações há diferentes meios navais, como navios de patrulha, navios de apoio logístico e navios de transporte fluvial.
Segundo o porta-voz da operação, o Capitão de Corveta Thiago Leite, a diversidade das embarcações contribui para tornar a operação mais próxima da realidade. “Essa diversidade permite um aumento na complexidade e a aproximação do realismo do exercício”, afirmou.
A operação também tem como foco o fortalecimento da atuação conjunta entre os países participantes. “Esse exercício tem como objetivo principal incrementar a interoperabilidade entre os envolvidos, o aumento no adestramento da tropa, a prontidão da Marinha do Brasil e a aproximação com as Marinhas da Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, permitindo o trabalho conjunto”, explicou o capitão de corveta.

O porta-voz ainda destaca que a operação tem como pilares a segurança da navegação fronteiriça e a proteção ambiental na região do Pantanal.
Como parte das atividades, a população poderá visitar o navio multipropósito A.R.A. Ciudad de Rosario, da Armada Argentina. A visitação começou na sexta-feira (17) e segue neste sábado (18) e domingo (19), em horário diferenciado, das 11h às 16h, no cais do Centro de Convenções do Pantanal, em Corumbá.
A visitante Vanessa Monteiro, estudante de turismo, levou o seu filho, Henrique, de apenas 10 anos, para juntos conhecerem pela primeira vez como é uma embarcação naval. “É a primeira vez que eu entro aqui, eu vim pra trazer ele. É uma experiência boa, diferente”, contou a estudante.

A manicure Ercilia da Conceição também visitou a embarcação pela primeira vez e contou como foi essa experiência. “Eu tô vindo hoje pra ver porque eu nunca tinha visto, né? Então foi uma experiência meio nervosa, porque dá um nervoso você estar lá em cima, mas é muito bom. Eu gostei da experiência”, disse.
Outro destaque da visita é a metralhadora exposta na embarcação, que chama a atenção dos visitantes e segue sendo bastante procurada, principalmente por crianças.
Durante a visita, os participantes também observam detalhes da embarcação, como a identificação do navio Pirajá e estruturas com âncoras, que, segundo informações repassadas, possuem diferentes classificações relacionadas ao tempo de navegação, incluindo prata e ouro. Conforme explicado, dois dias de navegação correspondem a uma unidade de referência nesse sistema, e o navio Pirajá já ultrapassa mais de 4 mil dias de navegação.
Também foi registrado que há solicitação de informações e registros fotográficos de elementos da embarcação, incluindo áreas identificadas durante a visita, material que pode ser utilizado conforme autorização.
*Texto de Juliana Oliveira, revisado por Danielly Carvalho.
Receba as notícias no seu Whatsapp.Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal
Leia Também
Corpo de Bombeiros captura iguana no Museu do Porto Geral
Ligações para telefones fixos 67 deixam de ser interurbanas em maio
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 60 milhões neste sábado
Capacitação reforça atuação da assistência social em Corumbá
Homem de 60 anos é ferido com faca após discussão no Popular Velha
Fim de semana tem chuva e calor em Corumbá e Ladário
Corumbá incinera 100 revólveres da GCM após autorização da PF
Jogador de basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo
TRE-MS amplia plantões no interior e em Campo Grande até 6 de maio