Mercadorias foram apreendidas em ônibus clandestino.
(Foto: RFB)
A Receita Federal do Brasil (RFB), em operação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul (PM MS), apreendeu cerca de 2 toneladas de mercadorias irregulares, incluindo alimentos, cigarros e 19 fetos de lhama taxidermados.
Durante a operação, os agentes da PRF abordaram um ônibus clandestino com destino a São Paulo, no Posto de Fiscalização Guaicurus, e comunicaram a Receita Federal de Corumbá, que recebeu o ônibus e o conduziu para o Posto de Fiscalização Esdras com o apoio da Polícia Militar do Estado do Mato Grosso do Sul. Após a fiscalização dos passageiros, das bagagens e do ônibus, realizada com o apoio dos agentes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (MAPA), constatou-se a existência do contrabando de cerca de 2 toneladas de alimentos e outras mercadorias, incluindo cigarros e materiais de embalagem.
Com relação às lhamas, trata-se da quarta grande apreensão este ano, totalizando 19 fetos taxidermados cujo valor comercial é de R$ 500,00 cada um. Conforme investigações prévias, as lhamas empalhadas são na realidade vítimas de abortos planejados e sequenciais, que tem por objetivo de comercializá-las para rituais religiosos.
De acordo com investigações, lhamas empalhadas são vendidas para realização de rituais religiosos. Foto: RFBEm relação às mercadorias apreendidas, a ação é uma resposta ao fluxo irregular de mercadorias que ingressam no país, que geram danos tanto ao comércio legal, como à sociedade em geral, uma vez que escapam do controle de procedência. Preocupação semelhante paira em relação aos alimentos apreendidos, uma vez que não se pode garantir sua regularidade fitossanitária. Tanto a mercadoria quanto os alimentos seriam revendidos em São Paulo.
A Receita Federal destaca que a operação reforça o compromisso da instituição em combater o comércio irregular de mercadorias e proteger a saúde pública, bem como prejuízos ao comércio e ao agronegócio brasileiro com a entrada de pragas, e reflete o êxito do trabalho conjunto das instituições públicas na área de fronteira. *Com informações da Assessoria de Imprensa da RFB.
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