Prefeito destaca atuação conjunta entre Bombeiros, Prevfogo e Marinha, mas acredita que seja necessário mais estrutura.
(Foto: Cabo Benites e Marinheiro Gian)
Em declaração divulgada nesta quarta-feira, 26 de junho, a Prefeitura de Corumbá pontua que ainda no começo de junho, o prefeito Marcelo Iunes, solicitou ao governador Eduardo Riedel ações mais efetivas para combater os incêndios na região do Pantanal.
De acordo com o executivo municipal, até aquele período, os focos se concentravam em regiões mais distantes da área urbana e apresentavam condições climáticas desfavoráveis para a propagação – de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a última chuva com volume significativo em Corumbá ocorreu em 11 de abril – o fogo se aproximou da cidade e a densa fumaça afetou a população local.
“Infelizmente, as queimadas começaram bem antes do normal aqui em Corumbá. Geralmente, esse período crítico ocorre entre agosto e setembro, mas nesse ano já tivemos esse problema sério agora em junho. Por isso precisamos de um trabalho rápido e conjunto do Governo do Estado e do Governo Federal para amenizar essa situação e para preservar nosso bioma”, afirmou o chefe do Executivo corumbaense.
De 1° janeiro até 24 de junho, o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE) detectou 2.220 focos na região. Até segunda-feira, 24 de junho, foram 1.893 focos identificados só neste mês de junho, sendo 231 nas últimas 48 horas. O prefeito destaca que apoia o trabalho cojunto realizado pelas equipes do PrevFogo, do Corpo de Bombeiros e da Marinha, porém, cobra por mais estrutura para que o combate às chamas seja mais eficaz.
“Quero inclusive parabenizar esses profissionais da linha de frente. Quase sempre, eles enfrentam situações praticamente impossíveis de apagar o fogo. Por isso é preciso de mais estrutura e equipamentos nessa missão. Esse decreto de Situação de Emergência (assinado na segunda-feira pelo governador Eduardo Riedel) foi um passo importante, mas não pode parar por aí”, completou Marcelo Iunes.
Atuação limitada
A Fundação de Meio Ambiente do Pantanal esclarece que possui atribuições específicas e área de atuação limitada nessa questão dos incêndios florestais. De acordo com a diretora-presidente Ana Cláudia Boabaid, Primordialmente, a Fundação de Meio Ambiente do Pantanal atua, principalmente, na fiscalização e na educação ambiental, na área urbana de Corumbá.
“Porém, durante o ano nos reunimos com o Corpo de Bombeiros para o alinhamento e ciência de estratégias de combate aos incêndios florestais, na vasta região do Pantanal de Corumbá, trabalhando em parceria com o órgão responsável dentro das nossas possibilidades. Contamos com uma equipe dedicada à educação ambiental, cuja missão é conscientizar a população sobre a importância da preservação do meio ambiente e as práticas adequadas para evitar queimadas”, reforçou a responsável pela Fundação de Meio Ambiente, que complementou:
“Embora não sejamos responsáveis pelo combate direto às queimadas no Pantanal, estamos preparados para auxiliar e atender os animais silvestres resgatados dessas áreas afetadas, dispomos de infraestrutura para oferecer os primeiros cuidados emergenciais aos animais feridos”, diz Ana Cláudia.
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