PMA vai vistoriar as áreas identificadas e relatório final será enviado para as promotorias de justiça.
(Foto: Fernanda Cano/Ecoa)
O Programa “Pantanal em Alerta”, desenvolvido pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e operado pelo Núcleo de Geotecnologias (NUGEO), para auxiliar nas estratégias de prevenção, responsabilização e educação ambiental com relação aos incêndios no Pantanal, identificou "sete pontos de ignição" que teriam levado a queima de aproximadamente 12.387,24 hectares, entre os dias 10 de maio e 10 de junho de 2024.
De acordo com o programa, os pontos identificados são onde tiveram início alguns dos incêndios devastadores da atual temporada de fogo no Pantanal. Neste período o estado de Mato Grosso do Sul decretou emergência ambiental por 180 dias.
O objetivo do NUGEO é chegar às possíveis causas de cada incêndio, identificando responsáveis e se ocorreram ou não em propriedades privadas.
O Promotor do Núcleo Ambiental, Luciano Loubet, afirmou que, na medida do possível, as localidades onde sejam identificados início de incêndios serão visitadas pela Polícia Ambiental. O propósito é a sociedade saber que ocorrerá averiguação sobre causas de incêndios iniciados.
No levantamento de “análise remota de regressão das cicatrizes de incêndios” se identificou sete pontos de ignição inicial em seis fazendas e em uma área sem cadastro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Os incêndios atingiram cerca de vinte propriedades rurais no Pantanal.
Após a vistoria da Polícia Militar Ambiental, os relatórios serão enviados às Promotorias de Justiça competentes para tomar as providências necessárias de responsabilização e prevenção.
A ministra Marina Silva informou que o governo antecipou ações que adotaria em agosto. Ela afirmou que as práticas envolvem principalmente a renovação de pastagens. “Todos aqueles que fizerem o uso do fogo para a renovação de pastagens ou para a atividade qualquer que seja ela estará cometendo um delito” declarou incisivamente.
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